Seleção, sem Lúcio, para amistoso contra Portugal
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Agência Estado 
Rio - A seleção brasileira se reúne hoje, pela última vez no ano, para um amistoso que servirá para os políticos fazerem festa, e que poderá dar ao técnico Dunga, nos próximos meses, algo que ele não teve ao longo da temporada: tranquilidade. Uma vitória sobre Portugal nesta quarta-feira, na reinauguração do Estádio Bezerrão, na cidade-satélite do Gama, deve dar um pouco de paz ao treinador, que teve de cortar ontem o zagueiro Lúcio, do Bayern de Munique, por contusão. Dunga e a CBF não haviam decidido, até o fim da noite deste domingo, se convocariam um substituto.
O amistoso colocará, em lados opostos, o atual melhor jogador do mundo, o brasileiro Kaká, e o provável próximo eleito, o português Cristiano Ronaldo, favoritíssimo na eleição que a Fifa está fazendo com técnicos e capitães e divulgará o resultado em janeiro.
O jogo vai ser visto por um público seletivo. As autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário vão ganhar mais de um terço dos ingressos destinados ao festivo jogo - receberão, ao todo, 7.360 convites da carga total de 19.358.
Há três anos o Brasil não disputa um amistoso em casa. O último foi contra a Guatemala, em abril de 2005, no Pacaembu. O confronto marcou a despedida do atacante Romário com a camisa verde e amarela - vitória brasileira por 3 a 0. Desde então, a seleção só atua no País em partida pelas Eliminatórias, e basicamente no eixo Rio-São Paulo. ''Vamos enfrentar um adversário qualificado, em mais uma oportunidade de reunir a seleção brasileira e mantê-la em atividade. O amistoso tem tudo para ser um grande espetáculo'', disse o técnico Dunga.
Portugal se tornou um adversário incômodo para o Brasil nos últimos 20 anos. Nesse período, foram três partidas e nenhuma vitória da seleção pentacampeã. O último triunfo brasileiro foi em 1989 - 4 a 0, no Maracanã. No ano passado, os portugueses bateram o time comandado por Dunga por 2 a 0, em Londres.
Será a primeira vez que Cristiano Ronaldo jogará no Brasil - e trará junto o brasileiro de nascimento Deco, que desde 2003 serve à seleção portuguesa. Um teste de fogo para a seleção de Kaká e companhia, que tem sido irregular nas Eliminatórias, apesar de ocupar a segunda posição, atrás da seleção do Paraguai. Neste ano, por exemplo, empatou por 0 a 0 nos três jogos em casa, contra Argentina, Bolívia e Colômbia.


