Seleção se despede do velho Wembley
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Agência Estado De Londres, Inglaterra 
Brasil e Inglaterra disputam hoje um jogo que vai entrar para a história do futebol mundial como o último encontro das duas seleções no Estádio de Wembley. Mais do que isso, a partida vale como um tira-teimas para definir quem ficará com o melhor retrospecto no estádio, que desaparecerá a partir de novembro, mês em que começa a ser demolido para dar lugar a um novo sonho dos ingleses: a construção do New Wembley, com capacidade para 90 mil pessoas.
Em oito jogos no tradicional Wembley, houve quatro empates e duas vitórias para cada lado. A última do Brasil foi em junho de 1995, por 3 a 1. E a da Inglaterra, em março de 1990, por 1 a 0.
A partida é amistosa, mas não amigável, disse o técnico Wanderley Luxemburgo, após o treino-apronto de ontem, no campo do Arsenal, em Saint Albans, na periferia de Londres. França e Amoroso vão formar o ataque da seleção e Roberto Carlos, com tendinite no joelho direito, ficará no banco de reservas.
O jogo vai ter início às 15 horas, em Londres, (11 horas de Brasília) e deverá ser presenciado por mais de 76 mil torcedores. A maior preocupação das autoridades locais é quanto à ameaça de que assentos de plástico, presos a estruturas de concreto com pequenos parafusos, ou outras peças do estádio sejam levadas pelo público.
Por isso, a segurança estará reforçada em todas as partes ocupadas pela torcida. Espero que isso não aconteça, porque precisamos dos assentos para mais dois jogos, disse o assessor de Imprensa de Wembley, Martin Corrie, referindo-se às partidas da Inglaterra contra Ucrânia, na quarta-feira, e Alemanha, em outubro.
Luxemburgo explicou que a opção por um ataque veloz foi tomada para que o Brasil tente surpreender a lenta zaga da Inglaterra. Ele admitiu o desgaste de Rivaldo por causa do fim da temporada européia e prometeu um time ofensivo, em busca do gol a todo instante.
Sobre o adversário mais perigoso de hoje, o meia Beckham, deixou claro que vai manter sempre alguém por perto dele, para evitar a criação de jogadas da equipe inglesa, cujo técnico Kevin Keegan preferiu o silêncio e não quis antecipar qual o time para o clássico e nem o esquema tático.
Antes de a seleção entrar em campo, o embaixador do Brasil em Londres, Sérgio Amaral, entregará uma placa de prata ao presidente da Federação de Futebol da Inglaterra, Geoff Thompson, em homenagem a Charles Miller, um engenheiro paulista que trouxe o futebol para o Brasil em 1894.


