São Paulo - Líder do ranking da Fifa, a seleção brasileira terá pela frente, em seu último compromisso do ano, a seleção de Omã, que ocupa a modesta 79 colocação dentre todas filiadas à entidade máxima do futebol. Pelo visto no treino de ontem do Brasil, o jogo com início às 12h30 (de Brasília), em Mascate, capital do país, deve contar com bom público. A segurança local enfrentou dificuldades para conter os torcedores, ávidos por autógrafos dos craques nacionais.
Apesar da fragilidade do rival de hoje, Dunga não promete uma vitória por larga diferença de gols. ''O comprometimento nosso é de fazer um bom jogo, repetir as coisas boas que fizemos anteriormente e buscar outras para melhorar. As pessoas falam em espetáculo, mas espetáculo para mim é buscar a vitória'', opinou.
São apenas dois os atletas de Omã que atuam no futebol europeu, mesmo assim em times de pouca expressão. O goleiro Ali Al-Habsi é reserva do Bolton, da Inglaterra, enquanto o atacante Amad Al-Hosni defende o Charleroi, da Bélgica. ''Nunca cobrei um adversário forte ou fraco para amistosos. É normal enfrentar times mais conhecidos e outros menos. Existem países emergentes no futebol, com jogadores de qualidade'', argumentou Dunga, que não esqueceu de citar que a seleção de Omã é a atual campeã da Copa do Golfo.
Nova chance
Apesar da possibilidade de Dunga dar uma oportunidade a jogadores como Fábio Simplício, Carlos Eduardo e Hulk que debutam na seleção, os destaques do time não querem ficar de fora do jogo de hoje.
Principal goleador da seleção brasileira após a Copa do Mundo de 2006, com 19 gols em 23 partidas, Luís Fabiano perdeu a chance de aperfeiçoar seus números no último sábado. Ele desperdiçou um pênalti durante a vitória sobre a Inglaterra por 1 a 0, no Qatar. Por isso, faz questão de estar em campo hoje.
''É um jogo bom para atacante fazer gol. No último estive perto de fazer um, mas errei o pênalti. Se puder participar para tirar essa espinha cravada na garganta, seria bom'', observou o atleta de 29 anos.
Kaká endossou o discurso do companheiro. ''Gostaria de participar, porque é o último jogo do ano. A seleção depois só volta em março. Não sei qual é a ideia do Dunga, porque ele trouxe novos jogadores. Trata-se de um amistoso válido para o treinador ver todo mundo, e todos querem jogar, porque na seleção não se pode dar brecha.''
Quem não deve atuar é Robinho. Ontem, ele fortaleceu a parte física com o preparador Paulo Paixão. Depois, assim como ocorrera na última sexta-feira, no Qatar, o atacante participou do jogo recreativo. Ele deve ter condições de atuar no final do mês, pelo Manchester City.

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