Leverkusen - Os números brasileiros na Copa do Mundo da Alemanha dão um status à seleção de Parreira bem superior à empolgação que ela gerou, sobretudo, após as duas primeiras partidas deste Mundial. Com as vitórias sobre croatas, australianos e japoneses 100% de aproveitamento , o time repete o feito das festejadas campanhas do tri de 1970 e do penta de 2002, quando o Brasil venceu todos os seus adversários da primeira fase. Houve ainda uma quarta geração com início semelhante: a de 1982, mas ela ficou pelo caminho. Nas campanhas de 58, 62 e 94, a seleção terminou a primeira etapa com duas vitórias e um empate.
Nesta Copa, além do Brasil, apenas a anfitriã Alemanha, a Argentina e a Espanha terminaram a primeira fase com nove pontos ganhos. Só que os brasileiros, acumulando o êxito da Família Scolari em 2002, têm a expressiva marca de 10 vitórias seguidas em Mundiais. Alemães e argentinos, porém, são superiores num quesito: marcaram até agora oito gols, enquanto os brasileiros, sete. Os espanhóis também fizeram oito gols.
Contestado nas duas primeiras partidas como a própria seleção brasileira , Ronaldo desencantou contra o Japão. Na goleada por 4 a 1, ele fez dois gols e se igualou ao alemão Gerd Muller, com 14, em número de gols marcados em Copas. E de quebra superou Pelé (12). Mesmo longe da forma física e técnica ideal, Ronaldo foi o jogador da seleção que mais chutou a gol: dez vezes metade na direção do gol , tendo marcado dois.
O atacante Adriano, que jogou contra a Croácia e a Austrália e não entrou contra o Japão, fez apenas um gol. Atuando longe da área, ele apareceu mais na marcação e fez mais falta que os zagueiros e volantes da seleção: 6.
Mas há na seleção, curiosamente, também um jogador que chama a atenção pelo que deixou de fazer: o zagueiro Lúcio, muito conhecido por seus nervos e ímpeto, não cometeu uma falta sequer nas três partidas. Na Copa de 1998, o paraguaio Gamarra fez história por jogar limpo. Só que o atual zagueiro do Palmeiras atuou apenas quatro partidas, já que sua seleção foi eliminada pelos franceses nas oitavas-de-final.
Como se vê com os exemplos de Gamarra e da seleção de 82, números favoráveis em início de Copa podem não dizer muita coisa sobre o que virá pela frente.

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