São Paulo - A seleção do Equador vem sendo uma ''pedra no sapato'' da seleção brasileira nas últimas edições das Eliminatórias para Copa do Mundo. Atuando em território equatoriano, a seleção não conseguir vencer nas três últimas oportunidades em que esteve por lá.
Em 2001 e 2004, ambas pelas eliminatórias para a Copa, a seleção sofreu derrotas por 1 a 0, em Quito. No jogo anterior, em 1993, também rumo ao Mundial, empate sem gols, desta vez em Guayaquil. O último triunfo brasileiro ocorreu na Copa América de 1983, em Quito, por 1 a 0.
O tabu, no entanto, parece não assustar aos jogadores e ao treinador da seleção brasileira, Dunga. ''Sempre que tem algo a ser quebrado e conquistado, se tem algo a mais. No entanto, independentemente disso, vamos jogar para vencer e conquistar pontos para nos classificarmos. É sempre bom saber as estatísticas, mas temos que fazer nossa parte.''
O longo período sem vitórias no Equador, no entanto, não é o único empecilho no caminho do Brasil. Os cerca 2.800 metros de altitude de Quito, palco do confronto, preocupam a seleção. Tanto é que a delegação só chegará à cidade horas antes do jogo. De amanhã à noite até a manhã de domingo, a hospedagem e o último treinamento serão feitos em Guayaquil.
O zagueiro do Milan, Thiago Silva, candidato a ocupar o lugar do lesionado Juan, que não foi convocado, conhece bem as dificuldades de atuar em Quito. Ano passado, quando defendia o Fluminense, o defensor esteve duas vezes na cidade para enfrentar a LDU. Empatou na fase de grupos (0 a 0) e perdeu na primeira partida da decisão (4 a 2). ''Sei bem como é jogar lá, já que estive duas vezes em Quito no ano passado. A altitude é uma situação que não me agrada porque o time da casa sempre leva vantagem, por isso sempre critico jogos na altitude'', observou.
Já o capitão e experiente Lúcio tenta fazer como Dunga: tirar proveito de algum fator negativo. ''A gente não está acostumado com a altitude, mas isso deve servir como motivação, além de sabermos que o Brasil está há muito tempo sem ganhar lá. Temos que saber a importância das eliminatórias'', finalizou.
Ausências
Pelo segundo dia consecutivo, o meia Kaká e o atacante Adriano não participaram do treino com o restante da equipe em Teresópolis. Eles permaneceram fazendo fisioterapia, já que se recuperam de lesões.

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