Seleção procura mais um adversário
Seleção procura mais um adversário
Zagalo quer outro jogo, depois do amistoso com o Athletic de Bilbao, no dia 31; Romário se machucou e preocupa
Arquivo Folha
Correndo riscoFlávio Conceição está sem jogar há dois meses, devido a um problema no joelho e pode até ser cortado da Seleção A Seleção Brasileira vai realizar mais um jogo de preparação para a Copa do Mundo na França. A comissão técnica está procurando um adversário para jogar no dia 3, uma semana antes de o Brasil enfrentar a Escócia, no Stade de France, na abertura do Mundial. O último amistoso da programação anterior seria o do dia 31 deste mês, com o Athletic de Bilbao, em Bilbao.
Zagallo quer aproveitar o pouco tempo que tem para testar a equipe e melhorar o entrosamento. Ele ficou preocupado com a contusão de Romário e disse que está torcendo pela recuperação do jogador. O médico do Flamengo, José Luís Runco, afirmou ontem à noite que o atacante sofreu uma contratura muscular na coxa direita e ficará cerca de dez dias inativo. Hoje pela manhã, Romário será submetido à exame de ressonância magnética.
O médico da Seleção, Lídio Toledo, negou ontem qualquer desentendimento com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ou com integrantes da comissão técnica, por não ter comparecido à solenidade de convocação dos jogadores para a Copa do Mundo na França. Fui ao hotel, almocei na suíte com o presidente e com os meus companheiros da comissão técnica e fui embora, porque tinha compromissos inadiáveis no meu consultório, justificou.
Toledo disse que não se sentiu desprestigiado pela decisão de Zagallo de não convocar o meia Juninho, que se recupera de uma fratura na perna esquerda. Clinicamente, ele está bom, mas mostrou falta de ritmo no jogo contra o Real Mallorca e o Zagallo preferiu levar um jogador mais bem condicionado, comentou.
Mais velha ou mais experiente? Qual seria a melhor definição para a Seleção do técnico Zagallo? A equipe titular tem média de 28,4 anos contra 27,7 da seleção de 1994, além de quatro jogadores - Taffarel, Aldair, Dunga e Romário - acima dos 30 anos. No Mundial dos Estados Unidos, nenhum titular tinha mais de 30 anos. Para alguns ex-jogadores, porém, o Brasil pode ser considerado um time experiente.
Hoje, temos avançados métodos de preparação física que ajudam os atletas a superar qualquer obstáculo por causa da idade, opina o ex-lateral-direito Djalma Santos, bicampeão mundial (58/62). O jogador lembra que, no Mundial do Chile, em 1962, a experiência fez a diferença. Jogadores como o goleiro Gilmar, o zagueiro Bellini e o lateral Nilton Santos estavam na mesma faixa etária. O próprio Djalma Santos tinha 33 anos.
Gilmar dos Santos Neves, igualmente bicampeão mundial, acredita que a experiência vale muito em uma Copa. Quanto à equipe de Zagallo, Gilmar recorda que vários atletas atuam ou atuaram no exterior. Esta vivência internacional é muito importante, afirma.





