Seleção pode ter ataque inédito
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quinta-feira, 02 de setembro de 2004
Agência Estado 
Teresópolis - A espera do sinal verde de Ronaldinho Gaúcho, recuperando-se de contusão, o técnico Carlos Alberto Parreira ainda não definiu se escalará o ataque inédito, formado por Ronaldo e Adriano, para o Brasil superar a Bolívia, domingo, no Morumbi, pela oitava rodada das eliminatórias do Mundial de 2006. Ele já deixou pistas de que pode até levar a campo os três atacantes. Mas alimenta a possibilidade de optar por Alex, no meio Adriano ficaria assim no banco de reservas. ''Não tenho pressa para decidir. Primeiro, preciso saber se o Ronaldinho Gaúcho vai estar em condições. Além disso, as duas hipóteses, com e sem Alex, tornam o time ofensivo.''
Se a dúvida na frente ainda permanece, o treinador já demonstrou nos treinos como será escalado o time nos outros setores. Na zaga, Roque Júnior vai atuar com Edmílson. No meio, Gilberto Silva, Juninho Pernambucano e Edu estão confirmados.
Ele quer dar liberdade a Edmílson para desempenhar um papel importante na partida. Como prevê que os laterais Belletti e Roberto Carlos e os homens de meio-de-campo serão muito marcados pelos bolivianos, tem explorado nos treinos táticos investidas de Edmílson até a área adversária. ''Ele pode ser o elemento-surpresa, aquele que vem de trás, sem marcação, pronto para definir'', disse Parreira.
O ex-zagueiro do São Paulo tem a seu favor o bom aproveitamento nos chutes a gol, nos treinos em Teresópolis. E como a Bolívia não deve dar muito trabalho à zaga do Brasil, o jogador deve se tornar, em alguns momentos, mais um atacante da Seleção.
O coletivo de hoje, o único da semana, vai servir para confirmar ou não a presença de Ronaldinho Gaúcho no jogo do Morumbi. Também será uma boa oportunidade de a comissão técnica avaliar a resposta dos atletas aos treinos em que houve exigência de forte marcação e de tabelas com rapidez, para envolver os bolivianos. ''O resultado, na verdade, é aquilo se apresenta na partida'', comentou Parreira.
A expectativa maior na seleção pelo jogo de domingo com a Bolívia, no Morumbi, é do atacante Ronaldo. Ele está a serviço da equipe há quase 11 anos e nunca atuou no estádio pelo time do Brasil.
Quer deixar sua marca na estréia, de preferência com uma boa atuação. ''Espero que saia o meu primeiro gol no Morumbi.''
O atacante do Real Madrid espera contar com o apoio da torcida em São Paulo e disse que já conversou com os colegas que atuaram na capital paulista para obter informações sobre o Morumbi.
''Vai ser uma emoção diferente jogar em São Paulo, um Estado com clubes de grande tradição, conhecidos no mundo todo, e onde o futebol é uma paixão.''
Seleção feminina Ontem, as meninas medalhistas de prata nos Jogos de Atenas foram homenageadas com um almoço, no mesmo instante em que era lançado o livro Seleção Brasileira 90 anos, com a presença de mais de 200 pessoas no evento realizado na Granja Comary.
O lateral Roberto Carlos se sensibilizou com a situação da seleção feminina e prometeu ontem apoiar as medalhistas de prata dos Jogos de Atenas. Ele quer fechar parcerias com empresários paulistas para conseguir uniforme gratuito e já pensa até em criar um time feminino na sua cidade natal, Garça, ou na capital paulista.
''Assim que o futebol feminino se profissionalizar no Brasil vou montar um time. Mas já estou conversando com algumas jogadoras para, através também da minha empresa, patrociná-las. Elas precisam de tranquilidade fora de campo'', declarou Roberto Carlos, que ficou surpreso com a evolução e o desempenho da equipe em Atenas. ''Elas mereceram conquistar o ouro, até porque foram melhores do que as americanas na final da Olimpíada.''
No entanto, apesar dos festejos, o semblante das meninas era de tensão em relação ao futuro na profissão.
Em Assaí A jogadora Renata, da seleção brasileira de futebol feminino, medalha de prata em Atenas, será homenageada hoje em sua cidade natal, Assaí (36 km a leste de Londrina), com desfile em caminhão do Corpo de Bombeiros pelas ruas da cidade, a partir das 8h30.


