Seleção olímpica segue sem ser testada
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Paulo Cobos<br> Folhapress 
Cingapura - O craque que simboliza o passado recente foi ótimo. Já o novato que simboliza o futuro do time brasileiro preocupa. Com boa atuação de Ronaldinho, seu maior veterano, e decepcionante de Alexandre Pato, o mais jovem do time titular e maior promessa do futebol nacional, a seleção olímpica venceu ontem Cingapura, por 3 a 0, no seu primeiro amistoso na reta final de preparação para a Olimpíada de Pequim.
Sem jogar há quatro meses e já com 28 anos, Ronaldinho ficou em campo por 90 minutos, deu passe de calcanhar para um companheiro assinalar um gol e ainda fez o seu no confronto contra a frágil seleção (127 colocada no ranking da Fifa).
Fragilidade que não foi explorada por Pato, que vai formar dupla com Ronaldinho nesta temporada no Milan. O atacante de 18 anos pouco foi notado nos 45 minutos em que ficou em campo - saiu no intervalo. Na melhor chance, chutou em cima do goleiro.
Atuações tão diferentes que refletiram nas declarações após o jogo, disputado sob forte calor e com muita umidade.
Ronaldinho estava exultante. ''Ficava imaginando voltar assim, fazendo gol, dando passe para gol, ter o privilégio de ser o capitão. Voltar à seleção dessa forma foi maravilhoso.''
Pato seguiu com seu estilo de ter a mesma resposta para qualquer pergunta, quase sempre monossilábico. ''Estou feliz, estou trabalhando forte para fazer gols e ajudar o time'', disse ele quando questionado pela reportagem se não teve uma boa apresentação porque sua forma física ainda não é a ideal.
Demorou 13 minutos para o Brasil fazer seu primeiro chute a gol, em tentativa de Pato, defendida com facilidade pelo goleiro do time da casa. Daí para o placar ser aberto foram mais sete minutos. Aos 20 minutos, Diego chutou cruzado e rasteiro, após passe de calcanhar de Ronaldinho, para fazer 1 a 0.
Foi a senha para a troca de uma atuação burocrática por lances de efeito, como a tabela que originou o segundo gol, aos 27 minutos, de Ronaldinho.
No segundo tempo, Dunga iniciou o batalhão de substituições que havia prometido. Foram três antes de o jogo recomeçar. E o Brasil novamente jogava em banho-maria, com o agravante que dessa vez Cingapura ameaçava, como aos 11 minutos, quando Renan salvou.
Antes dos 30 minutos, Dunga já havia feito seis substituições. E a atuação nacional, que era razoável, virou ruim, com Cingapura criando as melhores chances. Sorte de Dunga que sua última substituição deu resultado. Com dez quilos a mais do que nos tempos em que defendia o Corinthians, Jô marcou, de cabeça, o terceiro do Brasil.
A seleção embarca hoje para Hanói, onde faz, na sexta-feira, contra o Vietnã, seu último amistoso antes da estréia na Olimpíada, no dia 7.
EM CINGAPURA
Cingapura 0
Sunny (Lewis); Khaizan, Hiek, Bennett e Arai; Wilkinson (Halim), Doud (Nawen), Ishak e Mustafic; Danton (Amri) e Duric (Li) Técnico: Raddy Avramovic
Brasil 3
Renan; Rafinha, Thiago Silva, Alex Silva (Breno) e Marcelo (Ilsinho); Lucas, Hernanes (Jô), Anderson (Ramires) e Diego (Thiago Neves); Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato (Rafael Sóbis) Técnico: Dunga
Árbitro: Abdul Malik (Cingapura)
Estádio: Nacional
Expulsão: Alex Silva
Gols: Diego, aos 20, e Ronaldinho, aos 26 minutos do 1º tempo; Jô, aos 35 minutos do 2º tempo


