São Paulo - A cidade de São Paulo está vetada como sede de algum jogo do Brasil nas Eliminatórias sul-americanas que se arrastarão até outubro de 2005. A Comissão Técnica não deseja turbulências no caminho da classificação e não se esquece das vaias recebidas pela Seleção nos útlimos jogos realizados em São Paulo. É provável que a Seleção jogue no interior do Estado, possivelmente em Ribeirão Preto.
Um jogo, em particular, é lembrado por todos. O Brasil, sob o comando de Leão, venceu a Colômbia por 1 a 0, com gol de Roque Jr. no último minuto de jogo e muitos dos torcedores, irritados, jogaram fora bandeiras brasileiras que haviam levado ao estádio do Morumbi. ''Eu vi aquela manifestação e fiquei muito triste, mesmo não estando lá. Não dá para negar que os jogadores sentem o peso de uma vaia dessas. É muito melhor jogar com a torcida a favor'', diz Zagallo, que faz a ressalva de que nunca dá opinião sobre os locais dos jogos. ''Isso não é problema nosso, é o presidente que decide.''
Ele se lembra também de um jogo contra o Equador, em 1993, pelas Eliminatórias, quando o Brasil ganhou por 1 a 0, com gol de Dunga. ''Aquele dia, houve um descontentamento muito grande e fomos vaiados em São Paulo'', recorda Zagallo. Na época, pessoas da CBF diziam que aquela partida em São Paulo havia sido a última da Seleção Brasileira em países estrangeiros naquelas Eliminatórias. Parreira também gosta de jogar em locais onde a Seleção é inquestionável. ''Em Manaus, 40 mil pessoas pagaram ingresso para ver um treino da Seleção. É um respeito muito grande.''
A Seleção, após o jogo com o Uruguai tem ainda sete partidas a serem realizadas no Brasil: Argentina, Bolívia, Colômbia, Peru, Paraguai, Chile e Venezuela, respectivamente. Na escolha do local, leva-se em conta a questão política. Quem votou e fez campanha por Ricardo Teixeira tem vantagem.
O jogo de ontem, no Pinheirão, é um exemplo. Onaireves Moura, presidente da Federação paranaense e um dos mais fiéis aliados de Ricardo Teixeira, conseguiu trazer três jogos para Curitiba, cada um no campo de um dos três times grandes: Coritiba, Atlético e agora, o Paraná. O estádio sofreu uma reforma, ficou mais bonito, mas ainda tem muitos problemas. O gramado é péssimo. Há infiltração na sala de imprensa, com a água chegando aos laptops de fotógrafos e repórteres.
As autoridades ficaram alojadas em estruturas metálicas, do tipo que se usa em sambódromo, montadas especialmente para o jogo. Utilizaram banheiros químicos. (Ver matéria abaixo)

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