São Paulo, 10 (AE) - Uma homenagem à jogadora Magic Paula, que deixou o basquete recentemente, e a estréia do novo uniforme - o mesmo macaquinho que não foi aceito pelas meninas do vôlei - são as surpresas reservadas para o público na estréia da seleção brasileira de basquete na temporada olímpica. O Brasil faz o primeiro amistoso preparatório para os Jogos Olímpicos de Sydney, em setembro, contra Cuba, domingo, às 9h30, no Ginásio do Bolão, em Jundiaí, São Paulo.
Paula, que faz 38 anos amanhã, disse que ficou feliz pela homenagem que vai receber da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). "O que vale é voltar para Jundiaí, onde minha carreira ganhou ênfase; o que vale é o carinho da torcida." A ex-jogadora, no entanto, frisa que a homenagem marca o início de sua nova carreira no basquete. "Não vou me afastar das quadras, isso é certo", diz Paula, que vai trabalhar com a formação de atletas. A CBB não informou como será a homenagem.
O macaquinho rejeitado pelas meninas do vôlei tem a aprovação do basquete. Um corte mais feminino era reivindicação antiga das jogadoras, que reclamavam de ter de usar o mesmo uniforme dos meninos. "As camisetas tinham cavas imensas, sempre usamos com top por baixo, acho que vamos gostar da mudança", observa Marta. O macaquinho é novidade na seleção brasileira, mas não no basquete - já é adotado há alguns anos pela seleção da Austrália e pelo time do BCN/Osasco.
Com Helen, Adriana, Janeth, Marta e Alessandra - a pivô chega amanhã ao Brasil, vinda da Itália; caso não possa jogar, o técnico Antônio Carlos Barbosa tem a jovem Kelly à disposição - e o novo uniforme, o Brasil espera derrotar Cuba. O retrospecto entre as duas seleções, desde 1953, mostra 34 jogos, com 22 vitórias do Brasil e 12 de Cuba.
A superioridade brasileira nas estatísticas faz com que as cubanas tenham respeito pela nossa seleção segundo o técnico Barbosa. "Esse time respeita muito o Brasil, mas são duas das melhores equipes do mundo e da atualidade e candidatas à medalha em Sydney", afirma o treinador, que quer que o Brasil imponha seu ritmo de jogo desde o início. "O mais importante, no entanto, é que as atletas ganhem confiança para desempenhar cada uma a sua função dentro de nosso padrão de jogo."
As jogadoras da seleção dos Estados Unidos vão ver a partida das arquibancadas do Bolão. Por causa de um contrato de exclusividade que as jogadoras da WNBA, a liga profissional norte-americana de basquete, têm com a ESPN Internacional, as partidas da seleção dos Estados Unidos não podem ser exibidos pela tevê.

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