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Esporte

m de leitura Atualizado em 20/07/2022, 16:21

Seleção masculina de vôlei joga mal e cai nas quartas da Liga das Nações

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 20 de julho de 2022

DEMÉTRIO VECCHIOLI
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Deu a lógica. Muito criticada pelo nível de suas atuações na fase de classificação da Liga das Nações, a seleção brasileira masculina de vôlei está eliminada. O Brasil abriu as quartas de final, em Bolonha (Itália), com derrota incontestável para os Estados Unidos, por 3 sets a 1, com parciais de 20/25, 25/22, 25/23 e 25/17. O time até jogou bem no primeiro set, que venceu, e em boa parte do terceiro, no qual sofreu virada. Mas a atuação ruim no segundo e especialmente no quarto sets mataram as chances do Brasil.

A campanha é a pior de uma seleção brasileira de vôlei desde 2015, quando o Brasil terminou em quinto na então Liga das Nações. Depois que o torneio passou a ser chamado Liga das Nações, a seleção foi semifinalista em 2018 e 2019, e campeã no ano passado. No período, de 2015 para cá, o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 2019, foi prata no Mundial de 2018, foi ouro olímpico em 2016, e quarto em Tóquio-2020.

O resultado deve colocar pressão sobre Renan Dal Zotto, que já vinha sendo muito criticado desde os Jogos Olímpicos de Tóquio, quando o Brasil terminou sem medalha. O treinador, que assumiu o comando da equipe no ciclo olímpico passado, tem nas mãos dois dos melhores jogadores da atualidade, Leal e Lucarelli, mas a equipe não rende o esperado.

E há, claro, a comparação com o trabalho de José Roberto Guimarães na seleção feminina. Apesar de ter precisado renovar a maior parte do time, colocando para jogar atletas que até então nunca tinham sido convocadas, Zé Roberto conseguiu levar o Brasil ao vice-campeonato da Liga das Nações.

Mais do que o resultado, preocupa a falta de conexão entre o time e a engajada torcida do vôlei brasileiro. Se essa relação vive ótima fase no feminino, no masculino as críticas já eram barulhentas durante os Jogos de Tóquio e devem crescer. Daqui a cinco semanas, em 26 de agosto, começa o Campeonato Mundial, na Polônia e na Eslovênia.

Apesar dessas críticas, Renan tem mantido no time jogadores que não rendem como em outros tempos, como Lucão, que voltou a jogar depois de lesão, e Bruninho. E insiste no modelo de jogo, bastante peculiar, com dois líberos: Maique quando o Brasil saca, enquanto Thales entra em quadra quando o saque é do rival.

No jogo da eliminação, Leal e Lucarelli fizeram o que dava. Marcaram, respectivamente, 17 e 16 pontos. Darlan, que substitui o irmão Alan, que se machucou na fase de classificação e vai perder o Mundial, anotou 13. Sem um oposto reserva, já que Franco pediu dispensa, Renan apostou em Adriano, que entrou muito bem, mas não a ponto de conseguir reverter o resultado.

Pensando no Mundial, Renan pode voltar a convocar Wallace, veterano de 35 anos que está aposentado da seleção, mas, diante da situação, já disse que aceitaria voltar.