Seleção luta contra a ansiedade para vencer o Chile em Brasília
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sexta-feira, 02 de setembro de 2005
Agência Estado 
Teresópolis - O técnico Carlos Alberto Parreira já sentiu em seus jogadores alguma ansiedade para decidir a partida contra o Chile o mais rapidamente possível, no melhor esquema de abafa que a seleção brasileira poderia impor a um adversário e como a torcida gosta. Mas não é isso o que ele quer amanhã em Brasília. Uma vitória por qualquer marcador carimba o passaporte do Brasil para o Mundial da Alemanha, conquista que coroa campanha iniciada lá atrás quando o time de Parreira estreou nas Eliminatórias com vitória por 2 a 1 diante da Colômbia, em Barranquilla, dia 7 de setembro.
Os jogadores querem liquidar a fatura e garantir a vaga o mais rapidamente possível. Não deixarão a chance escapar. Parreira quer também a vitória, mas sem desespero. ''Atacar desesperadamente não é a nossa característica. Temos de procurar tocar a bola o tempo todo para envolver o adversário. Ainda não sabemos exatamente como o Chile irá jogar, pois ontem eles começaram o treinamento num 4-4-2 e depois mudaram para um 3-5-2, com três zagueiros. Temos de ter cautela e paciência e não querer resolver tudo nos primeiros minutos de jogo'', alerta o treinador.
Parreira deu ontem seu último coletivo antes da partida contra o Chile. Fez 50 minutos. Voltou a comentar sobre a necessidade de a seleção trabalhar com a bola nos pés, pediu atenção nos contragolpes chilenos, mas liberou seu time para atacar. O drama de Parreira para conter tamanha euforia deve ir somente até o primeiro gol do Brasil, quando se espera depois disso que o Chile abra mão de qualquer esquema defensivo e tente os três pontos. É nisso que Parreira aposta. Com um quarteto de frente formado por Kaká, Robinho, Ronaldo e Adriano é difícil imaginar uma zaga capaz de impedi-los de marcar durante 90 minutos.


