Rio - Na vi­ce-li­de­ran­ça nas eli­mi­na­tó­rias pa­ra a Co­pa do Mun­do de 2010, a se­le­ção bra­si­lei­ra co­me­çou on­tem, na Gran­ja Co­mary, em Te­re­só­po­lis (RJ), a pre­pa­ra­ção pa­ra ten­tar en­cer­rar uma se­quên­cia de nú­me­ros ne­ga­ti­vos no tor­neio clas­si­fi­ca­tó­rio ao Mun­dial da Áfri­ca do Sul, em 2010.
  Os con­vo­ca­dos por Dun­ga fi­ze­ram on­tem o pri­mei­ro trei­no pa­ra as ­duas pri­mei­ras par­ti­das da equi­pe na­cio­nal nas eli­mi­na­tó­rias nes­te ano: con­tra o Equa­dor, do­min­go, e o Pe­ru, no dia 1º, em Por­to Ale­gre. Ka­ká e Adria­no, que ain­da se re­cu­pe­ram de le­sões, fo­ram pou­pa­dos.
  O prin­ci­pal de­sa­fio do ti­me é con­se­guir pe­la pri­mei­ra vez nes­sa edi­ção do tor­neio 100% de apro­vei­ta­men­to na ro­da­da du­pla. Até ago­ra, a equi­pe de Dun­ga não fez a ‘‘­dobradinha’’. A úl­ti­ma vez foi em 2004, quan­do a se­le­ção era orien­ta­da por Car­los Al­ber­to Par­rei­ra, ­atual téc­ni­co do Flu­mi­nen­se.
  ‘‘Nos­so tra­ba­lho é vol­ta­do pa­ra so­mar o má­xi­mo de pon­tos pos­sí­veis. Co­mo es­ta­mos na se­le­ção, te­mos que jo­gar pa­ra ga­nhar sem­pre. Não tem ou­tra ­forma’’, dis­se o trei­na­dor, que no má­xi­mo te­ve 66,6% de apro­vei­ta­men­to nas cin­co ro­da­das du­plas já dis­pu­ta­das nas eli­mi­na­tó­rias – uma vi­tó­ria e um em­pa­te.
  ­Além da di­fi­cul­da­de em ven­cer as ­duas par­ti­das se­gui­das, a se­le­ção amar­ga tam­bém um je­jum de ­gols e de vi­tó­ria na com­pe­ti­ção em jo­gos no Bra­sil. Nas ­três par­ti­das dis­pu­ta­das no ano pas­sa­do no ­país pe­las eli­mi­na­tó­rias, a equi­pe não fez ne­nhum gol. Em ne­nhu­ma eli­mi­na­tó­ria pas­sa­da o Bra­sil fi­cou ­três jo­gos se­gui­dos sem ven­cer em ca­sa. Nun­ca an­tes o ti­me acu­mu­lou ­mais do que um con­fron­to em ca­sa sem mar­car.
  Mes­mo com a di­fi­cul­da­de em mar­car nas eli­mi­na­tó­rias, o ata­que da se­le­ção te­ve bom de­sem­pe­nho nós ­dois úl­ti­mos amis­to­sos. Em no­vem­bro, a equi­pe go­leou Por­tu­gal, por 6 a 2, em Bra­sí­lia. No mês pas­sa­do, o ti­me ven­ceu os ita­lia­nos por 2 a 0, em Lon­dres.
  Por cau­sa do je­jum de ­gols no tor­neio, o ti­me tam­bém não ven­ceu em 2007 em par­ti­das no ­país pe­lo clas­si­fi­ca­tó­rio. Nas ­duas edi­ções an­te­rio­res, com a mes­ma fór­mu­la de dis­pu­ta em ­dois tur­nos, a se­le­ção jo­gou 18 ve­zes em seu ter­ri­tó­rio e so­mou só qua­tro em­pa­tes.
  A se­le­ção fi­ca­rá trei­nan­do até sex­ta-fei­ra em Te­re­só­po­lis, quan­do em­bar­ca pa­ra o Equa­dor. A de­le­ga­ção vai se con­cen­trar em Gua­ya­quil. Os jo­ga­do­res só via­jam pa­ra Qui­to no fi­nal da ma­nhã de do­min­go. O em­bar­que em ci­ma da ho­ra é uma es­tra­té­gia dos mé­di­cos pa­ra mi­ni­mi­zar nos atle­tas o efei­to da al­ti­tu­de da ca­pi­tal equa­to­ria­na – cer­ca de 2.800 me­tros aci­ma do ní­vel do mar.
  Mes­mo sem ter ven­ci­do no ­país há ­mais de um ano pe­las eli­mi­na­tó­rias, a se­le­ção es­tá em se­gun­do lu­gar no tor­neio, com 17 pon­tos. O Pa­ra­guai li­de­ra a com­pe­ti­ção, com 23 pon­tos. Os qua­tro pri­mei­ros se clas­si­fi­cam pa­ra o Mun­dial da Áfri­ca do Sul. O quin­to dis­pu­ta uma va­ga na re­pes­ca­gem com um re­pre­sen­tan­te da Con­ca­caf.

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