Seleção indignada com violência no Brasil
Guayaquil - Além do jogo contra o Equador, dois assuntos fizeram a seleção brasileira ter reações distintas em Guayaquil. Primeiro a alegria ao saber que a Fifa pretende diminuir de 18 para oito partidas as próximas Eliminatórias sul-americanas. Depois a indignação pela violência que o futebol brasileiro enfrenta. Principalmente com os casos do sequestro da mãe de Robinho e das agressões dos torcedores aos jogadores do Flamengo.
''Graças a Deus eu estou na Europa livre dessa violência que infelizmente domina o Brasil como um todo'', deixou escapar Ronaldo. ''Essas coisas não poderiam acontecer no nosso País. O pior é que repercute em todo o mundo'', resumiu Kaká.
Publicamente os atletas foram até muito comedidos nas suas declarações. Era para não falarem sobre o tema. A assessoria de imprensa havia recomendado para que só dessem entrevistas sobre futebol. Mas os atletas não resistiram.
''Violência é uma das piores coisas que existem no Brasil. E os jogadores de futebol são pessoas comuns. Eu lamento demais esse momento'', dizia o capitão Cafu.
Além de protestar contra a violência, há a grande possibilidade de os atletas passarem a andar com segurança pessoal quando estiverem no Brasil. Talvez até seus familiares que morem no País passem a ter direito a guarda-costas. Os atletas conversaram muito sobre o que está passando Robinho e não querem correr o mesmo risco. (Agência Estado)





