Seleção impõe lei do silêncio aos jogadores
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de junho de 1997
Agência Folha 
Santa Cruz de la Sierra
Os jogadores da seleção brasileira estão vivendo tempos de ditadura nos seus primeiros dias de Copa América, em Santa Cruz de la Sierra. Eles estão proibidos de dar entrevistas e não foi programado nenhum horário fixo para falar com os jornalistas.
Anteontem, somente o técnico Zagalo desceu para dar uma entrevista coletiva para imprensa, que foi marcada por muita bagunça e desorganização. Ontem, Giovanni disse que as ordens foram impostas para evitar o desgaste dos jogadores após a perda do título do Torneio da França para a Inglaterra.
Segundo ele, os jogadores só têm permissão para falar no final dos treinamentos. Mas como a delegação saiu rapidamente do campo, onde fazia trabalhos com bola, eles foram obrigados a dar breves entrevistas. Infelizmente não posso falar nada. As ordens aqui são expressas e posso me complicar, afirmou o jogador, que luta para ser titular no time de Zagalo.
Giovanni adiantou que o clima entre Zagalo e a imprensa brasileira ficou mais pesado depois do ataque do treinador a alguns jornalistas brasileiros durante a entrevista coletiva de anteontem no hotel em que a seleção brasileira está hospedada. Ele ficou chateado com as críticas, mas disse que esse pessoal que torce contra vai ter que aturá-lo na seleção. Procurou encher o nosso moral para conseguirmos o primeiro lugar na fase inicial da Copa América, comentou.


