France PresseTitulares x reservasO atacante Bebeto foge do goleiro Taffarel, em lance do treino de ontem à tarde, em Ozoir-la-FerriSre A falta dos zagueiros Aldair e André Cruz, contundidos, fez com que o último treino forte da Seleção Brasileira para a estréia na 16ª Copa do Mundo, amanhã, contra a Escócia, no Stade de France, em Saint-Denis, se transformasse num ataque contra defesa, em metade do gramado, seguido de cobranças de escanteio.
Esperava-se um coletivo, para que o técnico Zagallo pusesse em prática o que tem feito nos treinos táticos e nos secretos. Mas a precaução foi mais forte. Como o treino de reconhecimento do gramado de Saint-Dennis, hoje à tarde, não será longo, a Seleção praticamente já encerrou seus preparativos para a abertura do último Mundial do século.
No treinamento de ontem à tarde, no Estádio Trois Sapins, em Ozoir-la-FerriSre, Zagallo voltou a dar prioridade ao sistema defensivo. Escalou Cafu, Júnior Baiano, Gonçalves e Roberto Carlos, protegidos por Dunga, César Sampaio, Giovanni e Rivaldo. Do outro lado, trocando passes desde a intermediária, estavam Zé Carlos, Zé Roberto, Doriva, Émerson, Denílson, Edmundo, Bebeto e Ronaldinho. Leonardo ficou treinando os goleiros reservas.
Desde que a Seleção chegou a Lésigny, no dia 22 de maio, foram apenas quatro coletivos no Trois Sapins. E pelo menos o dobro de treinos táticos. A conclusão sobre o rendimento do time principal é quase unânime: o time não ganhou conjunto. Tem jogadores capazes de desequilibrar uma partida, individualmente, mas não mostrou ainda um sistema tático eficiente.
Mesmo esses jogadores, à exceção de Rivaldo, não têm treinado bem. Ronaldinho, Roberto Carlos, Bebeto e Giovanni, por exemplo, ainda não produziram o que sabem. Dunga, o líder do time, ficou sem treinar por uma semana e não recuperou toda a forma física. O time tem mostrado as mesmas falhas de marcação e cobertura, pois os laterais sobem para o ataque ao mesmo tempo e os zagueiros de área e volantes não conseguem cobrir os espaços que ficam.
No ataque, desfalcado de Romário, Ronaldinho e Bebeto ainda não se entrosaram com os meias Giovanni e Rivaldo. Por isso tudo, a Seleção não tem um conjunto, não funciona harmoniosamente na marcação e nas ações de ataque, fica dependente do talento individual dos principais jogadores, que ainda não foi capaz de desequilibrar os coletivos e amistosos de preparação para a Copa que começa amanhã.

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