Um dos nomes de destaque do time de handebol da Incolustre foi Soraya Novaes. Armadora por ofício, ela jogava em qualquer uma das frentes: central, direita ou esquerda. ''Dependia da dificuldade do técnico em ter alguém em qualquer dessas posições. Se precisasse, eu entrava'', comenta.
A ex-jogadora defendeu a seleção e hoje trabalha como professora de educação física. Ela se recorda que seu primeiro técnico foi Ângelo Takahara, entre 1974 e 1980, quando ainda estudava no Colégio Estadual Vicente Rijo. ''Joguei em todos os Jogos Abertos do Paraná (Jap's) dessa época, mas nunca ficamos em primeiro. Sempre com o vice-campeão e o terceiro. Não sei o que acontecia'', comenta.
Dentre os trunfos da equipe, ela ressalta o primeiro título Pan-Americano vencido por uma seleção brasileira, que não é muito valorizado pelas principal entidade esportiva do país. ''Isso foi em 1987, mas hoje é esquecido pela Confederação'', reclama.
O ano de 1991 é o momento áureo na sua opinião. Na época, Zamberlan era técnico da seleção. Maringá sediou um Pan-Americano e o elenco brasileiro ficou concentrado em Cambé. ''Quem morava em Cambé estava em casa. Treinamos por seis meses seguidos nos dois turnos. Teve ainda um período de 45 dias em que ficamos concentradas na Rússia'', conta Soraya.
A ex-atleta acredita que essa foi a experiência mais marcante na vida de todas as jogadoras. ''Era bem ritmo de seleção'', complementa. A participação foi expressiva, um terceiro lugar que garantiu a medalha de bronze. O Canadá levou o ouro e os Estados Unidos a prata. (R.O.)

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