Seleção feminina usa experiência contra a Itália
São Paulo, 26 (AE) - Diminuir os erros e usar a experiência são as palavras de ordem na seleção brasileira feminina de vôlei
que enfrenta a Itália na madrugada de sábado pelas semifinais do Grand Prix. A partida será às 3 horas (de Brasília), com transmissão da Rede Globo.
A equipe brasileira terá o reforço de Ana Moser, que não atuou nas duas últimas partidas da segunda fase por estar em recuperação de uma lesão no joelho. Virna foi poupada dos treinos por causa de uma contusão no glúteo e, segundo o médico da seleção, álvaro Chemecki, tem 95% de chances de jogar. Walewska, que estava com dores no abdome, também deverá atuar. Carol, com lombalgia, pode ficar fora.
Brasil e Itália já se enfrentaram duas vezes na competição. Na primeira fase, as brasileiras venceram por 3 sets a 0; na segunda, por 3 a 1. "O maior risco neste jogo é achar que, por termos vencido as duas partidas anteriores, ganharemos a terceira com facilidade", avaliou Bernardinho. O fator psicológico também preocupa, pois a Itália joga sem pressão, enquanto as brasileiras, invictas, não querem nem pensar em perder uma partida decisiva.
Para a atacante Leila, a inexperiência é o ponto fraco das adversárias. "Elas têm um grupo forte, de jogadoras de talento, mas com pouca experiência e foi disso que nos valemos na partida anterior." Para Virna, a equipe tem de começar o jogo impondo seu ritmo e sua superioridade.
O favoritismo não foi motivo para Bernardinho relaxar as atividades do grupo. Hoje, a equipe participou de treino físico e técnico, além de observar vídeos dos jogos da Itália. "Tivemos nosso dia mais puxado", disse Leila.
Bernardinho concentrou os trabalhos táticos no bloqueio e no passe.
"No caso do bloqueio, a idéia é modificar o posicionamento nas extremidades", explicou Leila. Sobre o passe, a jogadora disse que o objetivo foi melhorar a assistência à levantadora Fofão. Nas sessões de vídeo, o time observou o comportamento das italianas. "A número 4 (Manuela Leggeri), por exemplo, costuma ser bastante acionada quando está na rede."
Para o técnico, apesar da vitória no último jogo contra as italianas, a seleção esteve abaixo de sua real capacidade. O que mais contrariou o treinador foram as falhas que acabaram resultando em pontos adversários. As jogadoras admitiram a queda no desempenho. "A gente errou muito naquela ocasião", avaliou Leila. China e Rússia fazem a outra semifinal.





