São Paulo - A França sofreu diante do Brasil, mas confirmou no domingo (23) o favoritismo, em Le Havre, diante de 23.965 torcedores, a lotação máxima do estádio, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de Futebol Feminino, e avançou na competição. O triunfo por 2 a 1, na prorrogação, garantiu a equipe anfitriã nas quartas de final, à espera do vencedor do duelo entre Estados Unidos e Espanha, que se enfrentarão nesta segunda-feira (24).

O resultado manteve o tabu de o Brasil nunca ter vencido a França no feminino. Em nove partidas na história, foram cinco empates e quatro derrotas. No ano passado, em amistoso, a França havia ganhado por 3 a 1.

O técnico Vadão contou com o retorno da experiente volante Formiga para a partida. A França era favorita, pela campanha na fase de grupos e por contar com o apoio dos torcedores em casa. Na prática, porém, o Brasil equilibrou o duelo com boa disposição tática.

A primeira chance de gol veio com Marta, que passou por duas defensores e arrematou para fora. Pouco depois, Debinha também insistiu na jogada individual, chutou, mas a bola desviou na marcação e saiu.

Na metade do primeiro tempo, o VAR entrou em ação pela primeira vez. Diani fez bela jogada, passou por Tamires e cruzou. A goleira Bárbara saiu para pegar a bola e trombou com Gauvin. A bola tocou na francesa e foi para as redes. Contudo, o auxílio do árbitro de vídeo levou à anulação do gol, porque a bola tocou na mão da francesa.

Com mais posse de bola, o Brasil quase abriu o marcador em uma bola que sobrou para a artilheira Cristiane. Ela recebeu a bola pela esquerda, sozinha, invadiu a área e bateu cruzado, mas a goleira Bouhaddi espalmou para fora. Antes do intervalo, a França teve ótima chance com Majri, que recebeu livre na entrada da área e chutou por cima do gol.

No segundo tempo, a França chegou rapidamente ao gol em jogada pela direita, com a rápida Diani. Ela ganhou de Tamires e cruzou para Gauvin, que mandou para o gol, de carrinho.

A resposta veio em pouco tempo, com cabeçada perigosa de Cristiane. A goleira Bouhaddi tocou na bola, que ainda bateu no travessão.

O Brasil foi então para cima e, aos 19, em bela jogada de toque de bola, Debinha avançou pela esquerda e cruzou. A defesa francesa tirou e a bola sobrou para Thaisa, que mandou para as redes. A auxiliar marcou impedimento, mas, após revisão no VAR, o gol foi confirmado.

O confronto ficou aberto, com chances dos dois lados. Debinha teve boa chance, chutou, mas a goleira rival segurou. Tamires ainda fez um gol aos 41, mas a arbitragem marcou corretamente impedimento.

As duas seleções foram para a prorrogação cansadas, mas com as donas da casa mais inteiras. Logo no início, a atacante Cristiane sofreu uma lesão muscular e teve de sair de campo. Com isso, a França melhorou e pressionou.

No segundo tempo da prorrogação, a principal arma da França deu certo logo aos dois minutos. Majri cobrou falta da direita e Henry apareceu na pequena área, para desviar para o gol. A partir daí, o Brasil pressionou, mas a seleção da casa soube se defender e garantiu a classificação.

EM LE HAVRE

FRANÇA 2

Bouhaddi; Torrent (Perisset), Mdock, Renard e Majri (Karchaoui); Asseyi (Thiney), Bussaglia, Henry e Le Sommer; Diani e Gauvin (Cascarino). Técnica: Corinne Diacre

BRASIL 1

Barbara; Leticia (Poliana), Kathellen, Mônica e Tamires; Formiga (Andressinha), Thaisa e Marta; Ludmila (Bia), Cristiane (Geyse) e Debinha. Técnico: Vadão

Gols: Gauvin, aos 6, e Thaisa, aos 16 do 2º tempo; Henry, aos 2 do 2º tempo da prorrogação

Árbitra: Marie-Soleil Beaudoin (Canadá)

Público: 23.965 torcedores

Local: Estádio Océane

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