São Paulo - A seleção brasileira feminina de vôlei embarca amanhã para a cidade de Tóquio, no Japão, onde na próxima sexta-feira inicia a disputa do Grand Prix. ''Vamos com calma para o Grand Prix. Estou muito satisfeito com o crescimento do grupo nestas três últimas semanas. Aos poucos, o time está crescendo e buscando padrão de jogo. Estamos com uma equipe totalmente reformulada e que precisa de tempo para ganhar entrosamento. Temos que ter tranquilidade para realizarmos uma boa campanha. Este Grand Prix servirá como preparação para a disputa do Campeonato Mundial, na Alemanha'', disse o técnico brasileiro Marco Aurélio Motta.
A décima edição do Grand Prix começa na próxima sexta-feira e vai até o dia 12 de agosto. Oito times lutam pelo título: Brasil, Estados Unidos, Cuba, Rússia, Japão, Alemanha, China e Tailândia. Na primeira semana, a seleção brasileira está no grupo de Alemanha, Tailândia e Japão. A estréia será contra as alemãs. Em seguida, o Brasil enfrenta as tailandesas e as japonesas.
Marco Aurélio já tem em mente o time-base que provavelmente irá entrar em quadra na primeira partida: Marcelle, Luciana, como oposto; Sassá e Paula, nas pontas; Valeskinha e Karin, pelo meio; e Fabi, como líbero. O treinador ainda aponta o entrosamento da levantadora com suas atacantes como outra evolução do grupo.
''Aos poucos, e de forma natural, a Marcelle vem se entrosando com as atacantes, podendo dar mais velocidade ao jogo da equipe. As jogadas pelo meio-de-rede estão saindo com mais segurança'', observou Marco.
Antes do embarque, o time brasileiro ainda terá muito trabalho. O grupo continua treinando no Centro de Capacitação Física do Exército, na Urca, Rio de Janeiro. Ontem, a equipe treinou em dois horários: pela manhã, das 9 horas às 12 horas, e, à tarde, das 17 horas às 20 horas. Hoje, as meninas treinam somente pela manhã, das 9 horas às 12 horas. O último treino antes da viagem será amanhã, das 9 horas às 12 horas.


Bernardinho fala sobre o time


Após assistir à saída de várias atletas da seleção feminina, o técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho, afirma que já chegou a se arrepender de ter deixado o grupo para treinar o masculino. Fica triste ao ver Érika, Elisângela, Walewska, Raquel, Virna e Fofão fora do elenco que disputará o Grand Prix, a partir do dia 12. Garante que ''não rema contra'', não influencia suas ex-atletas e nem responderá às insinuações do atual técnico Marco Aurélio Motta. À frente do masculino, Bernardinho, que se diz neurótico e toma remédio para dormir, quer ir ao pódio em todas as competições. Afirma que o Brasil não é a melhor equipe do mundo (aponta a Iugoslávia), mas tem o melhor ataque. Não trocaria o bloqueador Gustavo pelo iugoslavo Geric, nem André Nascimento por Miljkovic (Iugoslávia).

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