São Paulo - Uma vitória acachapante e mais um recorde. Com os 3 sets a 0 sobre a Rússia, ontem, a seleção feminina atingiu a maior invencibilidade em uma edição do Grand Prix: dez vitórias. Mais: sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, não vê o placar negativo há mais de 13 meses, a maior sequência da equipe brasileira.
As marcas já seriam suficientes para credenciar a equipe ao título deste ano. A atuação em Reggio Calabria (ITA), no entanto, ratificou o favoritismo. ''Jogamos como um time grande. Elas encararam um bloqueio pesado e tiveram tranquilidade. Entramos em todos os jogos com muita vontade e, com essa postura, vamos continuar dando trabalho'', disse a levantadora Fofão, 36, a mais experiente da equipe. ''Esse é um grupo que vai deixar a sua marca.''
A Rússia era o único adversário que o Brasil não havia enfrentado neste Grand Prix. Na primeira fase, as russas fizeram a segunda melhor campanha, ao lado da China, com apenas uma derrota. Apesar da força do adversário e do jogo pesado, baseado em ataques e bloqueios fortes, as brasileiras não tiveram dificuldades na partida de ontem.
Amanhã, o time enfrenta o Japão em busca da vaga nas semifinais. Dependendo dos resultados da rodada de hoje, a equipe pode até perder e ainda ter seu lugar assegurado.

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