Salvador - A Itália terá quatro mudanças na escalação para o jogo deste sábado, um esquema tático idêntico ao do Brasil e, promete o técnico Cesare Prandelli, muito mais atenção e organização tática do que na suada - e injusta - vitória por 4 a 3 sobre o Japão, no Recife.
Os quatro titulares que não estarão em campo são Pirlo (vetado por causa de uma contratura muscular na panturrilha direita), De Rossi (suspenso), Barzagli e Giaccherini (poupados).
O treinador resolveu apostar no 4-2-3-1, o mesmo esquema da seleção brasileira. Aquilani e Montolivo serão os meio-campistas mais recuados e encarregados de organizar a saída de bola. Na linha da frente, Candreva jogará pela direita, Marchisio pelo meio e Diamanti (que chuta bem de fora da área e é um perigo nas bolas paradas) pela esquerda. E Balotelli será a referência na frente.
"Estou em busca do equilíbrio que não tivemos contra o Japão", disse Prandelli. "Naquele jogo tivemos dificuldade no aspecto físico por causa do clima, mas também nos faltou organização tática. Se tivéssemos tido essa organização, e também mais atenção no início da partida, não teríamos sofrido tanto".
A sua intenção é fazer o time tomar conta da posse de bola como fez contra o México, no Maracanã, porque sabe que o Brasil vai tomar a iniciativa do jogo e tentará impor um ritmo acelerado. Se o plano der certo, a Itália cozinhará a partida em uma rotação mais de acordo com sua condição física. Se der errado, vai pagar os seus pecados - como pagou no amistoso contra o Haiti, em São Januário, e no jogo diante dos japoneses.
Prandelli quer ver uma equipe compacta em campo para impedir o Brasil de usar aquela que considera a principal arma do time de Luiz Felipe Scolari: a capacidade de improvisar. Ele diz que Neymar, Oscar, Hulk e Fred são "extraordinários" quando partem para cima do marcador e podem inventar uma jogada do nada.
"Não vamos ficar plantados em nosso campo preocupados só em nos defender porque jogar 90 minutos assim seria uma agonia. Criamos dificuldades para o Brasil no amistoso em Genebra e tentaremos criar de novo, embora saibamos que jogar aqui, diante da torcida brasileira, será muito mais complicado", afirmou o treinador. (A.E.)

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