Seleção está nos planos de corintiano
São Paulo - Brilhar no Corinthians, com a conquista de títulos. Ampliar o contrato que vence em junho de 2012 o mais rápido possível. Voltar à seleção brasileira. E fazer do novo clube seu grande lar. Essas são as principais metas do atacante Adriano. Ontem, em sua apresentação oficial, ele mostrou estar por dentro do que é vestir a camisa corintiana e prometeu luta e empenho para não decepcionar quem o acolheu num dos momentos mais difíceis da carreira. Veja os principais trechos da entrevista coletiva do jogador:
ÚLTIMA CHANCE - ''Muito se fala que estou acabado. Não penso assim, sei da força que tenho, prefiro enfrentar minhas barreiras de frente. No Flamengo foi assim e calei a boca de todo mundo. Tenho de trabalhar, não penso em derrotas, só em vitórias. Vim aqui para vencer e chegar à seleção. Não fiz um contrato prolongado porque esse ano vai ser muito importante. Tudo para depois aumentar o contrato, tenho de mostrar meu potencial para estendê-lo. Vou fazer de tudo para prolongá-lo.''
CONTRATO DE RISCO - ''Eu não fujo das coisas que já fiz e é certo o Corinthians fazê-lo. É uma tranquilidade para eles e uma responsabilidade maior para mim. Outros treinadores me queriam, mas senti que o Corinthians seria minha segunda casa e espero que se torne a primeira. Estou chegando agora, os torcedores vou conquistando devagar e espero que seja a primeira logo.''
AJUDA DE RONALDO - ''O Ronaldo sempre me ajudou. Na Inter de Milão, eu tinha 19, 20 anos e ele me colocou dentro da casa dele sem me conhecer, estou aqui por ele também. Ele faz parte disso, torce por mim, me dá uma tranquilizada.''
MÁGOA COM O FLAMENGO - Como eu falei, foi um clube que fez parte da minha vida, fiquei um pouco triste. Mas hoje estou muito mais feliz pelo Corinthians, estou aqui e sou corintiano, tenho de defender essa camisa com maior orgulho do mundo. O que aconteceu no Flamengo tenho de esquecer, vai ficar agora num cantinho.''
BRONCA DE GILMAR RINALDI - ''Todo mundo sabe que um tempo atrás, na minha vida, passei por um episódio que precisava de acompanhamento (psicológico). Saí da Inter pois estava mal e não menti para ninguém, falei que ia dar um tempo para me curar e hoje estou curado. O Gilmar falou (que precisava de psicólogo) porque ficou triste por eu não trabalhar mais com ele, mas é uma pessoa maravilhosa. Não quero discutir sobre o que Gilmar falou. Ele fez parte da minha vida, hoje temos uma amizade grande e quero falar da minha nova vida no Corinthians. O Ronaldo não me influenciou, eu quis vir para cá.''
PROBLEMAS PARTICULARES - ''Já errei muito e com isso aprendi muito. Hoje sofro, parece que o mundo vai acabar, e grande parte eu sou culpado. Mas depende só de mim, pois dentro de campo posso fazer tudo. Fora, vou estabilizar para dar sequência nos jogos do Corinthians.''
SAUDADE DOS GOLS - Estou há quase um ano sem fazer um gol e muito ansioso para voltar a fazê-los, nervoso para jogar de novo, com objetivo de voltar à seleção e com a certeza que posso fazer isso. Vou trabalhar, não gosto de colocar 20, 30, 40 gols de meta, pois se não fizer a metade sabe como que é. Porém, determinação e empenho da minha parte vai ter sempre. Todos sabem o que faço, é só voltar ao ritmo que a torcida do Corinthians terá tantas alegrias pela frente.
DEPRESSÃO, ALCOOLISMO - Tenho doença é da minha família, sou muito apegado, isso que é minha doença, o resto nunca me atrapalhou dentro de campo por nada. Hoje não existe nada, nunca mais quero sair de perto deles. Vou ultrapassar barreiras, sou um cara forte, nunca vou me abater, pois tenho família que me apoia.
LARANJA PODRE - Nunca tive problema com grupo nenhum, pelo contrário, se fizer pesquisa com cada jogador que atuei, vão falar muito bem, o torcedor pode ficar tranquilo, sou jogador de grupo.
RIVALIDADE COM SÃO PAULO - Eu respeito muito o São Paulo, que também fez parte da minha vida, vim para me recuperar lá e devo isso a eles. Não vou deixar de fazer gols, não posso, mas não vou comemorar contra eles. (''Isso, com o tempo, a gente vai mudar a cabeça dele'', intervém o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez). (F.H./A.E.)





