Mar del Plata, 12 (AE) - A seleção brasileira masculina de vôlei enfrenta amanhã a Itália, adversário mais difícil das quartas-de-final da Liga Mundial. A partida, pelo Grupo E, será às 22 horas com transmissão da Globosat SporTV e ESPN Brasil. Para o técnico brasileiro Radamés Lattari, o time entra em quadra em desvantagem, pois os italianos fazem amanhã a estréia e pouco puderam ser avaliados.
"Para não dizer que não pensei na Itália, posso dizer que vi um pedaço de um vídeo da partida deles contra a Rússia." O treinador tem por filosofia pensar sempre no adversário mais próximo, por isso concentrou seus trabalhos na observação da Argentina, contra a qual joga ainda na noite desta segunda-feira.
Radamés ressalta que o fato de os italianos não contarem com Toffoli, Bracci, Gardini e Gravina, não quer dizer que o grupo seja inexperiente, pois conta com oito jogadores bicampeões mundiais, seis que participaram da temporada da seleção do ano passado e outros já com título em Liga Mundial. "Além disso, o bloqueio deles está sempre muito bem posicionado e o Giani, de volta ao time, é um jogador muito importante."
Respeito - Para o treinador italiano, Andrea Anastasi, é muito "interessante" poder entrar em quadra já tendo observado a seleção adversária em ação. "Espero vencer o Brasil, mas será um jogo difícil", diz. "Tenho um grande respeito pelos brasileiros." Para ele, se os italianos têm a vantagem de ter visto o Brasil jogar, o time de Radamés Lattari está mais adaptado à disputa de sets de 25 pontos, sem uso de vantagem.
Apesar de o time já ter conquistado o título da Liga Mundial seis vezes, o treinador italiano afirma que a competição não é sua prioridade. "Na verdade, à Itália o que interessa mesmo é ganhar a medalha de ouro olímpica", disse, lembrando que, apesar de ter formado grandes equipes, o ouro olímpico em 1992 ficou com o Brasil e 1996 com a Holanda. Também amanhã, às 19 horas, Cuba e Rússia jogam pelo Grupo D.

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