Seleção, enfim, vence a Holanda
Agência Estado
A seleção brasileira conseguiu um desempate importante na história dos confrontos contra os holandeses, com uma vitória por 3 a 1, ontem à tarde, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Antes, cada seleção havia vencido duas vezes, além de três empates. O Brasil, agora, está na frente. A vitória dá também mais confiança ao time que vai disputar, a partir do dia 30, a Copa América, no Paraguai, quando estréia na competição enfrentando a Venezuela.
Ao contrário do jogo contra a mesma Holanda, sábado, em Salvador, quando fez dois gols e, depois, cedeu o empate, a equipe do técnico Wanderley Luxemburgo soube administrar a vantagem conquistada no primeiro tempo.
Os holandeses ainda sofriam com a comida baiana. Jonk, por exemplo, não pôde entrar em campo, com problemas intestinais. Assim como na Fonte Nova, o ingresso caro afugentou o torcedor.
Aos 9 minutos, Giovanni teve a chance de abrir o placar, mas falhou. Em bonito lançamento de Amoroso, o atleta do Barcelona entrou sozinho na área, mas, ao tentar driblar o estreante goleiro Westerveld, desequilibrou-se e atirou-se ao chão. O árbitro paraguaio Ubaldo Aquino percebeu a simulação e não marcou o pênalti.
Seis minutos depois, foi a vez de Amoroso apostar na malandragem. O brasileiro usou a mão para desviar a bola do goleiro. Na sequência, ainda passou por um zagueiro antes de marcar o gol. Aquino, enganado, confirmou o gol, para a revolta dos holandeses. O bandeirinha brasileiro Mílton Otaviano, porém, denunciou a infração e o gol foi anulado.
Os holandeses tocavam a bola e envolviam os brasileiros. Aos 18 minutos, Vossem, autor de um belo gol em Salvador, mandou uma bola na trave do goleiro Dida.
O Brasil apostava nos contra-ataques. Em um deles, rápido, chegou ao primeiro gol. Rivaldo mostrou o talento habitual, desmontou a defesa adversária e passou a Amoroso. O atacante fez o gol e ironizou o árbitro, que anulara o gol anterior. O ato de indisciplina nem sequer foi punido com cartão amarelo.
Aos 35 minutos, Amoroso, enfim, recebeu o amarelo, depois de jogada violenta. Deveria ter sido expulso.
Aos 38, o Brasil chegou ao segundo gol. Em lançamento de Émerson, Leonardo preparava-se para completar para o gol, mas o zagueiro Frank de Boer acabou, antes, marcando contra. A bola, lentamente ainda tocou na trave direita do goleiro antes de entrar. Atrapalhado, Aquino creditou o gol a Amoroso, que nem participou do lance. Aos 41, Leonardo, após passe de Roberto Carlos, girou em pequeno espaço e fez um belo gol.
Os brasileiros, como na Bahia, voltaram a diminuir o ritmo na segunda etapa, mas não deram chance de reação à seleção da Holanda. O gol de honra saiu apenas aos 35 minutos, com Hooijdonk cobrando falta sem chances para o goleiro Dida.
O segundo tempo foi marcado por expulsões: cinco. Aos 14 minutos, Vossem fez falta violenta em Evanílson. No minuto seguinte, Amoroso também recebeu o cartão vermelho, por impedir a reposição de bola de Westerveld. Aos 36, foi a vez de Ooijer, por falta em Roberto Carlos. Aos 48, Rivaldo e Davids trocaram agressões e também foram expulsos de campo pelo árbitro paraguaio.
FICHA TÉCNICA
Brasil 3
Dida; Evanílson, Antônio Carlos (João Carlos), Aldair e Roberto Carlos; Émerson (Zé Roberto), Djair (Marcos Paulo) e Leonardo (Denílson); Amoroso, Giovanni (Roni) e Rivaldo. Técnico: Wanderley Luxemburgo
Holanda 1
Westerveld; Ooijer, Konterman, Frank de Boer e Cocu; Davids, Ronald de Boer (Hintum), Zenden e Vossen; Kluivert (Hooijdonk) e Van Nistelrooy. Técnico: Frank Rijkaard
Árbitro: Ubaldo Aquino (Paraguai)
Estádio: Serra Dourada, em Goiânia
Renda e público: não divulgados
Gols: Amoroso aos 21 e aos 38 e Leonardo aos 41 do 1º; Hooijdonk aos 35 do 2º
Expulsões: Vossem, Ooijer e Davids (Holanda); Rivaldo e Amoroso (Brasil)Time de Wanderley Luxemburgo faz 3 a 1 no amistoso em Goiânia e desempata a história dos confrontos com o time laranja
France PresseMarcação cerradaEmerson persegue Davids no Serra Dourada: desta vez, Brasil soube administrar vantagem do primeiro tempo





