Seleção embarca com esperança, feijão e farinha
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domingo, 12 de maio de 2002
Agência Estado 
São Paulo - A seleção brasileira começa hoje em Barcelona a última parte de projeto que pretende encerrar, com sucesso em 30 de junho, em Yokohama. Luiz Felipe Scolari e a maior parte de seus 23 convocados reúnem-se no norte da Espanha para acertos finais antes da disputa do Mundial da Ásia. A programação para os próximos dias prevê jogo-treino contra o time B do Espanyol, na quinta-feira, amistoso com a seleção da Catalunha, no sábado, e jogo com a Malásia, dia 25, em Kuala Lumpur. Depois, a estréia contra a Turquia, dia 3, em Ulsan.
O embarque, discreto, foi ontem à noite, em duas etapas. A primeira, no Rio, com parte da comissão técnica e alguns jogadores - dentre eles Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, dois dos estrangeiros já em férias. A segunda, em São Paulo, onde o vôo especial da Varig fez escala para receber o restante do grupo - como o goleiro Rogério, o lateral Beletti, o meia Kaká, que horas antes haviam disputado a final do Torneio Rio-São Paulo contra o Corinthians. O goleiro Marcos, do Palmeiras, também embarcou nessa leva.
A intenção de Felipão é orientar o primeiro treino ainda hoje à tarde, apenas para servir de desintoxicação para os jogadores. O grupo ainda não estará completo, pois continuam fora Dida e Vampeta, liberados para defender o Corinthians no jogo de quarta-feira com o Brasiliense, pela final da Copa do Brasil. O lateral-esquerdo Roberto Carlos, do Real Madrid, e o zagueiro Lúcio, do Bayer Leverkusen, igualmente foram dispensados, porque suas equipes se enfrentam também nesta quarta-feira, na decisão da Copa dos Campeões da Europa, marcada para Glasgow.
A maior preocupação, no momento, é Rivaldo. O meia-atacante do Barcelona está fora de atividade há três semanas, desde que voltou a contundir o joelho direito, em partida contra o Celta, pelo Campeonato Espanhol. O craque está em tratamento intenso, mas os médicos do clube catalão fazem prognósticos reservados em relação a seu aproveitamento na Copa.
Felipão pretende conversar com o jogador, depois de avaliação a ser feita pelo médico José Luiz Runco. A opção pelo corte virá apenas se houver risco de que não possa recuperar-se em tempo de participar da competição. Rivaldo chegou a dizer, na semana passada, que o joelho ainda dói. Em seguida, depois da repercussão do desabafo, disse que está bem e não terá problema de defender o Brasil na luta pelo quinto título mundial.
A seleção não leva na bagagem grande sortimento de farinha da mandioca e feijão preto para tornar as refeições da seleção mais caseiras.


