Seleção do Brasil evita comida exótica
Agência Folha
De São Paulo
Apesar da tranquilidade que toma conta dos jogadores da seleção brasileira em relação ao amistoso da próxima quarta-feira, contra um adversário que consideram fraco, mesmo jogando diante de sua torcida, a comida exótica da Tailândia é o principal motivo de preocupação para a comissão técnica dirigida por Wanderley Luxemburgo.
Os atletas foram orientados a evitar os pratos picantes daquele país, mantendo a dieta tradicional da cozinha brasileira pelo menos antes do amistoso, evitando se deixar levar pela curiosidade que o país costuma despertar em seus visitantes. Entre os pratos típicos tailandeses estão os currys de coco com abacaxi, as sopas de arroz com vegetais e um preparado de ovos de pato com o embrião já formado.
O treinador Luxemburgo deve contar hoje com o time completo, depois a chegada dos jogadores que haviam sido liberados para defender seus times nas primeiras partidas da semifinal do Torneio Rio-São Paulo, no sábado. Mas o técnico ainda não pretende realizar o primeiro treino para o amistoso, para que os jogadores possam se adaptar ao fuso horário do país (nove horas à frente do fuso brasileiro). Os quatro jogadores retardatários são o goleiro Marcos e o zagueiro Roque Júnior, do Palmeiras, e os meias Edu, do São Paulo, e Juninho do Vasco da Gama.
Ontem, os jogadores que haviam chegado antes aproveitaram para descansar. Orientados pela CBF, eles recusaram o convite para enfrentar uma equipe tailandesa de takraw, um esporte semelhante ao futevôlei, no qual a bola é atirada para o outro lado da rede com os pés, os ombros ou a cabeça. A explicação estava no fato de Wanderley Luxemburgo ter pouco tempo para treinar a equipe, além do risco de contusão, o que revoltaria ainda mais os clubes europeus, indignados por terem que ceder seus atletas para o amistoso.
O atacante Jardel, do Porto, disse hoje esperar que esse amistoso represente finalmente a sua primeira grande oportunidade na seleção brasileira. Principal artilheiro do futebol português nas últimas três temporadas e ainda com a fama de melhor cabeceador do Brasil, Jardel já atuou várias vezes pela seleção, mas em nenhuma delas durante os 90 minutos de jogo.





