Arequipa, Peru - Deixar a fria, seca e alta Arequipa para jogar quase no nível do mar, em Piura, no norte do Peru, era tudo o que queria o preparador físico Moraci Sant'Anna. Não que estivesse torcendo por uma derrota do Brasil na partida contra o Paraguai. Sem se fixar na tabela da Copa América, ele fez uma análise das condições de jogo dos atletas, para o confronto de domingo, em Piura, com o México. ''Não há como negar que os efeitos da altitude de Arequipa (2.350 metros) tiveram influência no rendimento da Seleção na primeira fase da competição'', disse.
De acordo com ele, os atletas reclamavam sempre da falta de ar, após um pique ou uma dividida de bola. E demoravam alguns segundos, ou minutos, para se recompor. O lateral Mancini foi o que mais sofreu nas duas semanas de atividade da Seleção em Arequipa. Ele chegava a ficar ofegante quando se exercitava com um pouco mais de empenho. ''Piura está bem perto do mar e isso, agora, vai contar a nosso favor'', prosseguiu Sant'Anna.
A cidade, próxima a fronteira do Peru com Equador, é uma das mais quentes do país e tem muita umidade. O calor em Piura não deve afetar os jogadores da Seleção, que passaram 19 dias treinando em locais de temperatura baixa - antes de Arequipa, o grupo esteve em atividade por quatro dias na concentração da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em Teresópolis, na região serrana do Rio.
Para os atletas, não há nada melhor, agora, do que atuar numa cidade onde não precisam se preocupar com efeitos da altitude. O meia Edu não se incomoda com o frio, até porque está acostumado com as variações de temperatura na Inglaterra - ele joga no Arsenal. ''Desta vez, vai sobrar oxigênio'', disse.

mockup