Seleção deixou de ser unanimidade
São Paulo - A seleção brasileira encanta e conquista fãs por todo o mundo. Porém, no próprio País, ela deixou de ser unanimidade entre os torcedores. Há quem não se empolgue com o futebol verde-amarelo e também aqueles que torcem contra os pentacampeões. Apesar de não ter controle de quantos são os chamados ''antipatriotas'', a parcela de antipatia ao grupo canarinho vem crescendo. No site orkut há pelo menos 10 comunidades dos chamados ''do contra'', com mais de 5 mil participantes. ''Tenho muitos amigos que não se importam com a seleção'', comentou Klaus Fiedler. O analista de sistema Gilson Suckeveris também observa um aumento de parceiros com o mesmo conceito. ''O distanciamento dos jogadores me faz ganhar adeptos, a cada ano'', afirmou. ''Tem pessoas que até torceram para a seleção, mas hoje não querem saber. E, pelo que vejo, esse número só tende a subir'', completou o estudante Edno Franco Silva.
No quesito aversão à seleção, há tanto estreantes nesta Copa, como outros que não gostam do time brasileiro há tempos. Para o professor Ary Rocco, a decisão de virar casaca é pontual, desta Copa. ''Este ano vou torcer pela Inglaterra, por ser um grupo organizado, bem diferente do Brasil'', explicou. Já para o outro professor Wagner Belmonte, o estilo da atual seleção o afastou. ''Não gosto desse time burocrático. Em 2006 torci para outras seleções: a França e Portugal, até comprei uma camisa portuguesa'', declarou ele, que está torcendo agora pela Argentina.
A maioria, no entanto, muda de arquibancada por causa de alguma decepção com a equipe considerada a melhor do mundo. ''Torci até a derrota de 98. A partir daí deixei de gostar. Tanto que em 2002, quando o Brasil ganhou, fiquei deprimido e ninguém entendeu nada'', contou Klaus. (Ana Paula Garrido/A.E.)





