Recife - A seleção brasileira vive um momento único desde que Dunga assumiu como treinador há pouco menos de três anos. A goleada imposta ao Uruguai (4 a 0), sábado, colocou o time nacional na liderança das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2010, que acontecerá na África do Sul. Com 24 pontos, o Brasil está muito próximo de garantir sua vaga no Mundial, algo esperado até pelo mais pessimista dos torcedores.

A lua de mel com a torcida será colocada à prova nesta noite quando a equipe de Dunga enfrenta o Paraguai, ex-líder do torneio classificatório, no Estádio do Arruda, no Recife. Uma vitória convincente dará ainda mais moral à seleção, que no dia seguinte segue para a África do Sul, onde disputará a Copa das Confederações. Mais que isso. Um triunfo diante dos paraguaios deixará Dunga com um pé em seu primeiro mundial como treinador.

Dunga e os jogadores, porém, não esperam por facilidades contra o Paraguai. Eles sabem que os paraguaios possuem uma seleção forte, que, certamente, também irá ao Mundial. A última vez que a seleção brasileira tombou dentro de campo, inclusive, foi diante dos guaranis, no jogo do primeiro turno, em Assunção, no dia 15 de junho do ano passado. Dois a zero, com direito a show de CabaÀas, aquele mesmo atacante gorducho que deitou e rolou contra Flamengo e Santos, na Libertadores de 2008.

Por isso, o goleiro Júlio César admite que haverá um clima de vingança. ''Tem um gostinho de revanche pela derrota por 2 a 0. Vamos entrar bastante empenhados pra exercer o que fizemos no Uruguai. Acredito que será uma partida muito boa e volto a frisar ao torcedor pernambucano que o carinho das arquibancadas nos ajuda dentro de campo'', declarou o incontestável camisa 1 do Brasil.

Paciência

Para superar a prevista retranca da seleção paraguaia, os jogadores brasileiros falam em paciência e trocar passes em busca de um espaço no ataque.

Nas duas últimas vezes que pisou em território nacional com moral, depois de golear fora, a seleção fracassou. Em setembro, venceu o Chile por 3 a 0 em Santiago e empatou com a Bolívia no Rio por 0 a 0. Em outubro, fez 4 a 0 na Venezuela em San Cristóbal e repetiu um 0 a 0 no Rio, dessa vez contra a Colômbia.

''O Brasil não consegue jogar muito rifando a bola, isso foi o que aconteceu lá (em Assunção). Temos que ter paciência, valorizar bastante a bola e procurar fazer um gol nos primeiros 15 minutos'', comentou o atacante Robinho, que ainda não sabe quem será seu companheiro de ataque: Alexandre Pato ou Nilmar - o titular Luís Fabiano foi expulso diante do Uruguai.

Os volantes Gilberto Silva e Felipe Melo e o terceiro homem de meio-campo Elano terão papel fundamental na saída de bola. ''A gente sabe da dificuldade de jogar contra um Paraguai bastante fechado. É importante aproximar e dar uns passes espertos para a rapaziada da frente concluir em gol'', observou Felipe Melo. ''É importante ter uma saída rápida, porque pode pegar o Kaká, o Robinho e quem jogar na frente livres. O Paraguai tem uma marcação muito forte, encurta muito o passe, mas estamos preparados para isso'', endossou Elano.

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