Seleção de vôlei terá rodízio de jogadores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de dezembro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Na volta ao Brasil, os bicampeões mundiais de vôlei revelaram que haverá um rodízio de jogadores na seleção brasileira em 2007. Como o calendário será apertado, o técnico Bernardinho planeja poupar os principais astros do grupo em algumas das cinco competições que terá no ano que vem.
O próprio Bernardinho já avisou que a prioridade do Brasil em 2007 será o Pan do Rio e a Copa do Mundo, que dará três vagas para os Jogos Olímpicos de Pequim/2008. Por isso, os novos jogadores devem ganhar uma chance nas outras competições do ano: Liga Mundial, Copa América e Campeonato sul-americano.
''Ano que vem vai ser muito difícil. Esse grupo não consegue em jogar 100% em todos os campeonatos como fez neste Mundial'', avisou Giba. ''Temos um pacto de continuar ganhando, mas esse grupo não tem mais 24 anos como tinha quando o Bernardinho assumiu a seleção. A parte física não aguenta mais tanta carga de treinamento.''
Com o rodízio, será possível evitar o desgaste dos jogadores e manter a motivação do grupo que ganhou quase tudo que disputou nos últimos anos. Além disso, dará chance de renovação na seleção brasileira.
''O vôlei do Brasil tem jovens que podem ser aproveitados. Provavelmente, esse pessoal novo vai começar a disputa da Liga Mundial'', revelou Giba. Vai ser um ano importante para os meninos mais novos, que vão disputar as competições. Será importante para renovação da seleção'', concordou Dante.
Retorno - Depois de conquistar o bicampeonato mundial no domingo, no Japão, a seleção voltou ontem pela manhã ao País. André Heller, Ricardinho, André Nascimento, Gustavo e Murilo ficaram na Europa, mas o restante do grupo veio festejar com os torcedores brasileiros num desfile pelas ruas de São Paulo - só o técnico Bernardinho seguiu direto para o Rio.
Mas a festa será curta. Giba, por exemplo, volta amanhã para a Itália, onde deve jogar já no sábado. Hoje, o jogador, nascido em Londrina, receberá o título de Cidadão Honorário de Curitiba. ''Voltei mesmo só para agradecer o apoio da torcida'', contou o jogador, eleito o melhor do Mundial disputado no Japão.
Recebido pela esposa Pirv e a filha Nicoll, Giba apareceu sem o cavanhaque que usou durante a disputa do Mundial. ''O cavanhaque é uma tática de competição. Uso apenas para dar medo nos adversários'', explicou.
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou um prêmio especial pela conquista do título. Vai dividir R$ 2 milhões para o grupo de 18 pessoas, entre jogadores e comissão técnica, que defendeu o Brasil no Mundial do Japão.


