Seleção de vôlei refuta favoritismo em Pequim
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Das agências 
São Paulo - Após conquistar, no último final de semana, no Japão, o heptacampeonato do Grand Prix, a seleção brasileira feminina de vôlei chegou ontem ao país. As 14 jogadoras e os integrantes da comissão técnica desembarcaram no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A equipe terá cinco dias de folga antes de se reapresentar, na próxima segunda-feira, para retomar a preparação para os Jogos Olímpicos de Pequim. Oito dias depois, o grupo seguirá para Osaka, no Japão, última parada antes da capital chinesa.
O técnico José Roberto Guimarães avalia como positiva a participação do Brasil no Grand Prix, mas destaca que a equipe não pode se acomodar com o título, até porque tem pontos a corrigir.
''Sabemos que temos que melhorar em alguns aspectos, como a defesa. Outros fundamentos, como saque e bloqueio, funcionaram muito bem. O time ainda apresentará um crescimento físico. Não podemos cair na armadilha de achar que porque ganhamos o Grand Prix somos favoritos aos Jogos Olímpicos. Será uma competição extremamente equilibrada. Enfrentamos muitas equipes que estarão em Pequim durante o Grand Prix, mas não podemos esquecer que algumas delas, como Itália e Cuba, por exemplo, tiveram problemas de contusão. Queremos muito conquistar uma medalha olímpica e, para isso, o mais importante é que mantenhamos o foco e a determinação do Grand Prix'', afirma o treinador brasileiro.
Eleita a melhor jogadora do Grand Prix, a ponteira Mari, de 24 anos, concorda que a postura com que a equipe encarou a competição foi determinante no sucesso brasileiro. ''Entramos no Grand Prix como se já estivéssemos em Pequim, enquanto as outras seleções não pareciam ter a mesma motivação. Independente do que os rivais apresentarem, temos que manter este espírito nos Jogos Olímpicos. Fizemos uma preparação muito forte, que está dando resultado. O grupo se fechou pelo objetivo de conquistar uma medalha olímpica e vamos superar as dificuldades que surgirem, como fizemos no Grand Prix'', destaca Mari.
Jogadora mais experiente e capitã da equipe brasileira, a levantadora Fofão também ressalta a eficiência do saque e do bloqueio brasileiros no Grand Prix. ''Foram dois fundamentos que funcionaram bem. O saque eficiente facilita bastante o trabalho do bloqueio. Na defesa não fomos tão bem assim. Vamos descansar alguns dias e retomar o trabalho para que possamos chegar em nossas melhores condições em Pequim. Enfrentamos algumas equipes que estarão na Olimpíada e pudemos ver como elas estão se preparando'', reforça a levantadora, de 38 anos.


