Seleção de vôlei recebe ataques de rivais
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domingo, 03 de outubro de 2010
Mariana Bastos<br>Folhapress 
Roma - A terceira fase do Mundial masculino de vôlei se inicia hoje ainda sob a sombra da controversa derrota do Brasil para a Bulgária anteontem. Anfitriões do torneio, os italianos bombardearam a seleção brasileira, atual campeã mundial, de críticas pelo fato de o técnico Bernardinho ter escalado o oposto Théo como levantador.
Para eles, isso foi um indício claro de que o Brasil desejava entregar a partida. Já os búlgaros, que também foram à quadra com reservas, saíram incólumes das críticas.
Ontem, os jornais locais estamparam manchetes utilizando termos como ''escândalo'' e ''farsa'' para descrever a ''marmelada''. Em sua coluna no diário ''Gazzetta dello Sport'', o maior ídolo do vôlei italiano, Andrea Zorzi, declarou ter ficado com o ''estômago embrulhado'' com a atuação do Brasil.
''Sei que a culpa é da fórmula de disputa, mas Bernardinho e seus fantásticos jogadores tiveram a chance de dar uma lição a todos, vencer Cuba, Rússia e todos que passassem pela frente. Falo só do Brasil porque é o campeão mundial, vice-olímpico, um modelo a ser seguido'', disse o ex-jogador.
Antes do Brasil, Rússia e EUA também protagonizaram derrotas consideradas duvidosas neste Mundial.
Mas Bernardinho, que viu a torcida dar as costas para a quadra em forma de protesto e gritar ''buffoni'' (palhaçada), manteve a versão de que o Brasil não perdeu de propósito. ''Nunca disse aos jogadores para entrar para perder ou errar. Eu desafio a todos que dizem o contrário'', esbravejou o comandante nacional.
Com todo o bombardeio de críticas na Itália, resta saber se hoje, às 16h, diante da República Tcheca, o Brasil terá que seguir na sua luta pelo tricampeonato mundial jogando também contra uma torcida raivosa em Roma. Na quarta-feira, os brasileiros enfrentam a Alemanha. Apenas o primeiro de cada um dos quatro grupos avança para a semifinal.


