Seleção de vôlei já pensa no Sul-Americano
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terça-feira, 28 de julho de 2009
Bruno Lousada<br> Agência Estado 
Rio - Campeã da Liga Mundial, a seleção brasileira masculina de vôlei desembarcou ontem no Rio, depois de ter conquistado o título no último domingo, em Belgrado, na Sérvia. Na chegada, o clima foi de muita comemoração pelo sucesso na renovação do grupo. Mas o Brasil já pensa no próximo desafio: o Campeonato Sul-Americano, entre os dias 14 e 21 de agosto, em Cali, na Colômbia.
Apesar do cansaço pela viagem de volta, os jogadores fizeram festa no saguão do Aeroporto Tom Jobim, ontem, no Rio. Afinal, o título da Liga Mundial, o oitavo da história do vôlei brasileiro - igualou o recorde da Itália -, mostrou que a renovação da seleção está no caminho certo. O grupo mostrou seu valor, principalmente na final de domingo, quando venceu a Sérvia, diante do ginásio lotado, por 3 sets a 2.
''Essa garotada está de parabéns. Foi uma vitória da superação. A equipe está renovada, mas continua vitoriosa'', elogiou Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), presente no desembarque no aeroporto. ''Começamos a montar o espírito coletivo deste grupo. Um espírito vencedor. Mas precisamos colocar os pés no chão e saber que temos muito trabalho pela frente'', avaliou o técnico Bernardinho.
Sempre exigente, Bernardinho comemorou a conquista já pensando no próximo desafio. Por isso, ele deu folga de uma semana aos jogadores, com reapresentação marcada para domingo, quando começa a preparação em Saquarema (RJ) para a disputa do Campeonato Sul-Americano - o título desta competição na Colômbia garante classificação para a Copa dos Campeões, que acontecerá em novembro, no Japão.
De qualquer maneira, Bernardinho disse que a renovada seleção já passou por um grande teste ao vencer a Liga Mundial. ''Chegamos às finais com o objetivo de ver em que nível nós estávamos. Depois da primeira partida (vitória sobre Cuba), tive a certeza de que este grupo pode brigar de igual para igual com qualquer equipe. Mas é importante que não se crie ilusões prematuras e excessivas'', explicou o treinador.
Dos 14 jogadores campeões, nove disputaram pela primeira vez as finais da Liga Mundial. ''Foi uma experiência emocionante. Chegamos na Sérvia querendo saber em que nível nós estávamos e saímos de lá com o título'', contou o central Lucão, um dos novos titulares da seleção. ''Foi um título muito gratificante. Uma conquista para ficar na memória de todos'', completou o oposto Leandro Vissotto, outro novato no grupo.
Enquanto os novatos comemoravam o sucesso na primeira experiência na seleção, o veterano Serginho tinha outro motivo para celebrar. Ele foi eleito o melhor jogador da Liga Mundial, um feito inédito para um líbero. ''Acho que os outros devem ter jogado muito mal para eu ter conquistado'', brincou o jogador de 33 anos. ''O Murilo também merecia. Mas não penso no prêmio. O troféu foi mais importante.''
''Fiquei muito feliz pelo Serginho ter sido eleito o melhor jogador. Ele já merecia esse troféu há muito tempo'', revelou o ponteiro Giba, capitão da seleção brasileira e outro dos veteranos do grupo.


