São Paulo - Com perspectiva mínima de que terão recursos para treinar no exterior para a Olimpíada do Rio, as jogadoras da seleção brasileira de feminina receberam autorização da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para procurar parceiros que bancassem esses treinos. A criação de uma campanha de financiamento coletivo (famosa "vaquinha") pela internet, entretanto, acabou por expor o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico do Brasil (COB), que, nas últimas horas, procuraram a CBDA para cobrar explicações. Em um jogo de empurra-empurra, ninguém admite ter responsabilidade pela falta de apoio para a equipe feminina, enquanto três jogadores naturalizados para jogarem pela seleção masculina recebem, cada um, R$ 18 mil ao mês.
Não é por falta de potencial técnico que a equipe feminina depende de ajuda externa para treinar. Izabella Chippini, de 19 anos, foi eleita a segunda melhor do mundo no feminino no ano passado.
Em um site de financiamento coletivo, Izabella e mais 14 colegas da seleção estão pedindo R$ 80 mil bancar uma rodada de 10 dias de treinos na Itália, em abril, com hospedagem em hostel.
A CBDA tem um convênio em vigor com o Ministério do Esporte para o polo aquático, de R$ 5,1 milhões, incluindo de clínicas para técnicos a competições de base. A entidade alega, no entanto, que precisa repartir os recursos entre cinco modalidades - natação, maratonas aquáticas, nado sincronizado e saltos ornamentais são as outras - e que o cobertor é curto.

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