A seleção masculina de handebol está em Londrina finalizando os preparativos para os Jogos Sul-Americanos, que serão realizados de 19 a 30 deste mês, em Medellín, na Colômbia. A competição é classificatória para os Jogos Pan-Americanos de 2011, no México, que valerá uma vaga para as Olimpíadas de Londres, em 2012.
Os treinamentos, que encerram a preparação da equipe brasileira, serão realizados até o dia 17 no Moringão, casa da Unopar/Sercomtel/Londrina, local muito conhecido pelos jogadores Rick, Mazzoco, Gilson, Alê Rodrigues, Rodrigo, Boi e Léo, que defendem essa equipe.
''É muito bom treinar em Londrina com a seleção brasileira. Já estamos acostumados ao ginásio, a cidade conhece e gosta muito da modalidade, e acredito que a repercussão será muito positiva para ambas as partes. Temos mais uma etapa difícil da preparação, os treinos serão bem puxados e o apoio que iremos receber aqui será muito importante'', comentou o capitão Léo.
O armador central de 32 anos é um dos atletas mais experientes do grupo. Esteve nas Olimpíadas de Pequim, mas luta para disputar pela primeira vez uma edição dos Jogos Sul-Americanos. ''Assim como o Brasil, as outras seleções também estão bem renovadas, mas continuo acreditando em nossa força e estou confiante que temos condições de conquistar o título e, consequentemente, a vaga para as competições mais importantes de nosso calendário'', finalizou o jogador.
Mundial
A Unopar/Sercomtel/Londrina conheceu seus rivais na primeira fase do Campeonato Mundial, que será realizado de 17 a 21 de maio, no Catar. Os londrinenses formam o Grupo A, ao lado do Ciudad Real, da Espanha, grande favorito ao título, e do representante da África, que ainda não foi definido. No Grupo B estão o time da casa, Al-Sadd, o AHF Southern Stars, da Austrália, e uma equipe asiática a ser definida.
O técnico Giancarlos Ramirez fez uma análise do grupo da Unopar. ''Caímos no grupo mais difícil, juntamente com Cidade Real e a África, que com certeza será uma equipe do Egito que também é muito forte. Se tivéssemos no outro grupo teríamos mais chances, por outro lado temos que vencer um jogo para ir a semifinal. O jogo mais equilibrado é contra a equipe africana. Se conseguirmos este feito teremos mais chances em uma semifinal e desta forma faríamos uma final inédita para a América'', apontou.
''O importante é aproveitar o momento e jogar como nunca isto. É jogar no limite, pois estaremos muito bem fisicamente neste período e temos que correr muito para conseguir a classificação'', finalizou o técnico.

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