A seleção brasileira de Ginástica Rítmica (GR) de Conjunto foi submetida ontem à coleta de material para o exame anti-dopping, obrigatório para todos os atletas que participarão dos Jogos Olímpicos de Atenas. A coleta foi feita na Unopar (Universidade Norte do Paraná), onde treina a Seleção, pelo professor de Educação Física especialista em dopping Ricardo Alves Mendes, de Curitiba, designado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O material coletado (urina) foi enviado ontem mesmo para o laboratório Ladetec, do Rio de Janeiro, único a realizar este tipo de exame na América Latina. O resultado, segundo Mendes, deverá sair dentro de aproximadamente 15 dias.
Além das ginastas Dayane Camillo, Ana Maria Maciel, Fernanda Cavalieri, Jennifer Oliveira, Tayanne Mantovaneli, Larissa Barata, Nicole Muller e Gabriela Andrioli, também foi submetida ao controle de dopagem a atleta Natália Falavigna, única mulher que representará o taekwondo do Brasil em Atenas.
Ricardo Mendes explicou que a coleta feita ontem tem como principal objetivo a orientação das atletas, caso seja detectada qualquer substância proibida. ''Esta coleta inicial não chega a ser eliminatória. Posteriormente o Comitê Internacional poderá fazer a coleta de sangue, durante as Olimpíadas'', informou.
Para a capitã da equipe e ginasta com mais experiência atualmente na GR, Dayane Camillo, a coleta de material para exames médicos já virou rotina. ''Desde Winnipeg estes exames são obrigatórios. Estamos muito tranquilas, porque só ingerimos medicamentos com acompanhamento médico.'' A Seleção de GR segue uma rotina intensa de treinamento até o embarque para Atenas, no dia 11 de agosto. A técnica Bárbara Laffranchi já definiu a seis ginastas que representarão o Brasil nas Olimpíadas: Dayane Camillo, Ana Maria Maciel, Fernanda Cavalieri, Jennifer Oliveira, Tayanne Mantovaneli e Larissa Barata.

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