A seleção brasileira de canoagem se despediu ontem dos londrinenses no Lago Igapó, lugar de treinamento da equipe durante quase cinco anos. De partida para o Rio de Janeiro, onde vai defender o Vasco da Gama, os atletas se apresentaram no final de semana dentro das competições aquáticas do Projeto Verão 2001, promovido pela Rede Paranaense de Televisão. Cerca de 2 mil pessoas prestigiaram o evento, realizado na sede social do Iate Clube.
Sebastian Cuattrian, canoísta olímpico da equipe, ganhador de quatro medalhas, duas de prata e duas de bronze em competições internacionais, lamenta a transferência de cidade. ‘‘Foi um período onde a canoagem cresceu como esporte. As medalhas que conquistamos nos Jogos de Winnipeg provaram a capacidade da equipe’’, afirmou. Segundo Cuattrin, mineiro de Governador Valadares, o bom desempenho da seleção não foi suficiente para segurar a seleção em Londrina. ‘‘Não houve apoio financeiro suficiente para pagar tantos voluntários que colaboraram com a equipe’’, disse o canoísta.
Para o polonês Zdzislaw Szubski, técnico da seleção de canoagem, problemas financeiros não devem ser mais problema depois que a seleção se transferir para o Vasco. ‘‘O treinamento de mais de seis horas diárias dificulta outro tipo de atividade dos atletas. Eles são adultos e têm família. Com um bom patrocínio haverá dedicação total ao esporte’’, salientou o técnico.
Os atletas, segundo Szubski, estão preparados para bons resultados no Panamericano, na República Dominicana, em 2003. ‘‘É possível trazer medalhas’’, avaliou o técnico, que aposta na equipe completa (oito atletas) nos Jogos Olímpicos de 2004, que serão disputados em Atenas.
O assessor de eventos da Fundação de Esportes de Londrina, Ariobaldo Frisselli, o Dedé, também lamentou a transferência da equipe de canoagem. ‘‘Londrina perde com a ida da seleção para o Vasco. Espero que lá eles consigam o mesmo sucesso’’, disse.
A cidade, apesar da perda, vai presenciar mais competições como as que aocnteceram no final de semana, na água e fora dela. ‘‘O objetivo é envolver toda a comunidade no esporte’’, afirmou. Esportes populares, mas poucos difundidos, como a luta de braço, vão ser vistos pelos londrinenses, assegurou Dedé. ‘‘Iremos sair da área dentral e realizar eventos na periferia’’, disse o assessor municipal de esportes.
O calendário alternativo de esportes para 2001, de acordo com Dedé, deve ter provas de triatlo, atletismo, luta de braço e novas competições aquáticas, como a escalada na plataforma do Lago Igapó. Segundo Dedé, o presidente da Fundação de Esporte de Londrina, Marcelo Paulino de Oliveira, aproveitou o evento e fez contatos com a equipe de marketing esportivo de Curitiba para viabilizar projetos que devem ser postos em prática ainda este ano.
As equipes que disputaram provas de caiaque-pólo, uma delas, feminina, vieram de Brasília, Blumenau (SC), de São Paulo e Paraná. Para as demais provas, além de atletas de Londrina, vieram equipes de Paranaguá e Cascavel.
O Corpo de Bombeiros esteve presente durante os dois dias de prova e não registrou nenhum incidente.

mockup