Seleção com algumas caras novas
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Agência Estado 
Rio - O técnico Mano Menezes anunciou ontem duas convocações da seleção brasileira. Uma delas, apenas com jogadores que atuam no Brasil, serve para o Superclássico das Américas, contra a Argentina, na próxima quarta, em Belém. E a outra, contando também com aqueles que jogam na Europa, foi para os amistosos com a Costa Rica e o México, nos dias 7 e 11 de outubro, respectivamente.
As listas, no entanto, tiveram alguns jogadores em comum. Foram oito nomes que aparecem nas duas convocações anunciadas nesta quinta-feira por Mano Menezes: Jefferson, Réver, Dedé, Lucas, Oscar, Fred, Neymar e Ronaldinho Gaúcho. Esse número ainda poderia ser maior, mas o atacante Leandro Damião, nome certo no grupo, sofreu lesão muscular na coxa direita durante jogo do Inter na quarta.
Para o Superclássico das Américas, Mano Menezes manteve a base do grupo que empatou com a Argentina por 0 a 0 no primeiro jogo do confronto, realizado no dia 14 de setembro, em Córdoba. Mas também trouxe algumas novidades no grupo de 22 convocados, como é o caso do zagueiro Emerson (Coritiba), do atacante Borges (Santos) e dos meias Diego Souza (Vasco) e Elkeson (Botafogo).
No caso da lista para os dois amistosos de outubro, foram 25 jogadores convocados. E Mano Menezes também apresentou algumas novidades, como o goleiro Neto (Fiorentina), o meia Hernanes (Lazio) e os atacantes Kleber (Porto) e Jonas (Valencia). O londrinense Fernandinho (Shakhtar Donetsk) também foi lembrado.
Má fase
Essa sequência de três partidas é uma boa chance para que o Brasil possa se recuperar no ranking da Fifa. Na atualização mensal de setembro, a seleção brasileira caiu para o sétimo lugar, sua pior colocação desde que a lista foi criada em agosto de 1993, quando estava na oitava posição. Ontem, o próprio Mano Menezes admitiu que essa classificação é realista.
''Vejo, em relação à seleção, quatro equipes que estão à nossa frente: Espanha, Holanda, Alemanha e Uruguai (as quatro melhores do ranking). As outras duas, Portugal e Itália (quinta e sexta colocadas), estão no mesmo nível de desenvolvimento que nós, aquém das outras. Por isso, temos que ter as maiores seleções como parâmetro que temos que seguir para superá-las'', declarou Mano Menezes.
O momento não é favorável para Mano Menezes, que já começa a sofrer pressão no cargo, principalmente por ainda não ter conseguido vencer nenhuma das grandes seleções do futebol mundial. Foram três derrotas, diante de França, Alemanha e Argentina, e dois empates, contra Holanda e novamente os argentinos.
''Externamente, a pressão pelo resultado não interfere. É muito mais importante internamente. Quando se propõe um trabalho novo e os resultados vêm, você se sente mais confiante. Se demora mais, existe uma instabilidade interna maior, não há uma soltura natural para jogar. Assim é a nossa realidade e é isto que está faltando: mais resultados positivos'', reconheceu Mano Menezes.


