Seleção chega pensando somente em descanso
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Bruno Lousada<br> Agência Estado 
Rio - Na volta ao Brasil, ontem, após a conquista do título da Copa das Confederações na África do Sul, os jogadores da seleção brasileira só queriam saber de descanso. A maioria do grupo, por jogar no futebol europeu, entra agora em férias. Enquanto isso, o técnico Dunga só terá trabalho em agosto, quando acontece o amistoso contra a Estônia, em Tallin.
''A seleção está de parabéns pelo que demonstrou nesse período. O trabalho do Dunga é incontestável'', disse o goleiro Júlio César, um dos jogadores do grupo que desembarcou nesta segunda-feira no Rio - ele passará uns dias de folga na cidade. ''Agora vou comemorar minhas férias bem tranquilo, com a liderança das Eliminatórias e este título (da Copa das Confederações)'', ressaltou o jogador da Inter de Milão.
Mas alguns jogadores da seleção não terão tempo para descansar. Nilmar e Kléber, por exemplo, seguiram direto para Porto Alegre e já voltaram aos treinos no Inter, para poderem jogar na final da Copa do Brasil, que acontece na quarta-feira, contra o Corinthians. Do lado corintiano, André Santos passou em São Paulo, para rever a família, antes de se apresentar ao clube.
Futuro
Apesar do amistoso contra a Estônia, em 12 de agosto, a próxima meta da seleção brasileira é garantir vaga na Copa de 2010. E, para isso, o clássico contra a Argentina, dia 6 de setembro, em Buenos Aires, pela próxima rodada das Eliminatórias, será fundamental. Dunga, porém, não quer pensar nos argentinos neste momento: é hora de curtir o título e a folga.
Na derrota ou na vitória, Dunga é autêntico: não muda seu jeito de ser nem depois de driblar a desconfiança de todos e vencer a Copa dos Confederações, seu segundo título à frente da seleção brasileira - conquistara anteriormente a Copa América. Nesta segunda-feira, por exemplo, ele não fez questão de esbanjar simpatia e bom humor na volta ao Brasil.
Fiel ao seu estilo, Dunga foi ríspido ao responder todas as perguntas que não soaram bem aos seus ouvidos durante a entrevista coletiva. Ao ser indagado sobre o confronto com a Argentina, o treinador se irritou. ''São 30 dias de trabalho, ganhamos a Copa das Confederações e chego aqui e ouço: 'E a Argentina?' Essa é nossa cultura'', afirmou. ''Vamos relaxar agora.''
Um repórter, então, lembrou a Dunga que ''muita gente'' chegou a contestar o trabalho dele, mas ressaltou que o técnico deu a volta por cima com o sucesso que está tendo no comando da seleção brasileira - assumiu o cargo depois da Copa de 2006. ''Muita gente contestou, inclusive você. Não é bom jogar a responsabilidade nos outros'', respondeu o treinador.
Festa
Autor do gol do título brasileiro, na vitória de virada sobre os Estados Unidos (3 a 2), no último domingo, em Johannesburgo, na África do Sul, o zagueiro Lúcio foi o mais assediado no desembarque da delegação no Rio. Recebeu aplausos e gritos de incentivo dos poucos torcedores que foram recepcionar a seleção no Aeroporto Internacional Tom Jobim.
''Fico feliz em ajudar o Brasil a vencer. O mérito é de todos. São todos heróis'', comentou Lúcio, o capitão da seleção brasileira. Aparentemente fora dos planos do Bayern de Munique, onde disputou as últimas temporadas no futebol alemão, ele também revelou ser difícil pensar no seu futuro profissional neste momento. ''Só quero descansar'', explicou o zagueiro.


