Seleção chega aos EUA com cara de time de calouros
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domingo, 08 de agosto de 2010
Agência Estado 
Nova York - A seleção brasileira desembarcou ontem em Nova York como uma classe de calouros que chega à universidade. Tímidos, curiosos e ansiosos para a estreia. Acima de tudo, queriam agradar ao treinador Mano Menezes, que também debutará como técnico do Brasil na partida desta terça-feira contra os Estados Unidos.
A maioria dos jogadores não se conhece. Os que estão na Europa às vezes sequer sabem quem são alguns dos que atuam no Brasil. Poucos conversaram com Mano Menezes antes do embarque. E o grupo se reuniu pela primeira vez apenas no hotel onde a seleção está hospedada em Nova Jersey, já que parte embarcou de São Paulo, parte do Rio de Janeiro e o restante chegou em diferentes voos da Europa.
No desembarque, poucos torcedores, além de jornalistas brasileiros. A imprensa norte-americana não compareceu, apesar de, durante a Copa do Mundo da África do Sul, os principais jornais e redes de TV dos Estados Unidos terem dado enorme destaque à competição e à seleção local, que fez boa campanha. ''Não conheço a maioria dos jogadores, a não ser o Rever e o Diego, e apenas por jogar contra eles. Os outros são novidade para mim. Mas, pelo que estamos vendo, será um ambiente muito bom'', disse o goleiro Victor ao chegar ao hotel em Nova Jersey.
Apesar da ansiedade por defender a seleção, os santistas não deixaram o bom humor de lado. E coube ao veterano de seleção, Robinho, a função de quebrar o gelo. Ao ver o tamanho das malas carregadas pelos novatos Neymar e Paulo Henrique Ganso, o santista disparou. ''Pô, parece que o Josué está aí dentro. Eu trouxe essa mala pequena, junto com o meu futebol. Eles vão aprender''.


