Munique - Com poucos torcedores, a seleção brasileira chegou ontem, às 22h30 (17h30 de Brasília), em Munique, local da partida de amanhã, contra a Austrália. Sob forte esquema de segurança, os jogadores foram saudados por cerca de 30 pessoas, que se dispuseram a enfrentar o tempo chuvoso da cidade alemã para ficar na porta do hotel da equipe brasileira. A delegação, que veio em vôo de Frankfurt, entrou por uma porta lateral do Hilton Munchen Park, que dá acesso a elevadores exclusivos. Um dos 13 andares foi reservado para os brasileiros.
Assim como ocorreu na concentração do time em Berlim, os jornalistas da TV Globo estão instalados no mesmo local.
Do lado de fora do hotel, um forte esquema policial foi armado. Mais de 40 homens fecharam a rua pela qual o ônibus estacionou. Na chegada, apenas Cafu falou com os jornalistas.
Um segurança foi colocado na porta do Hilton para controlar a entrada e saída de pessoas. O andar também será vigiado 24 horas por seguranças. Em öKognistein, os brasileiros ficaram em um hotel fechado apenas para recebê-los. O mesmo ocorrerá na cidade de Lerbach, para onde o time seguirá domingo após a partida contra os australianos.
Hoje à tarde, em Munique, a seleção fará um treinamento no estádio Allianz-Arena, local do jogo.
Mágoas Não convidem para o mesmo chucrute com salsichão os alemães daqui e os cartolas da CBF. A seleção deixou mágoas. Do prefeito Leonhard Helm ao policial menos graduado, da dona da lojinha da esquina ao pai que levou o filho para tentar um autógrafo de Ronaldinho, da garotada das escolas aos ricos que vivem na cidade, todos parecem ter alguma queixa da seleção de Carlos Alberto Parreira. Os responsáveis pela estada do Brasil ö evitam a palavra ''arrependimento''. Mas deixam claro que o investimento de 500 mil euros não rendeu o esperado. (Das Agências)

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