Seleção busca solução no divã
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 18 de julho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Intensificar os treinamentos, melhorar o desempenho e, assim, aumentar a confiança dos jogadores. Esta é a receita do técnico da seleção brasileira de vôlei masculino, Radamés Lattari, para superar o maior problema da equipe no momento: a irregularidade nos jogos e a instabilidade emocional do elenco dentro e fora da quadra. O grupo voltou ontem da Holanda, onde conquistou a medalha de bronze na Liga Mundial, encerrada domingo, certo de duas coisas: a medalha de ouro na Olimpíada de Sydney não é um sonho tão distante quanto parece e o caminho até ela deverá passar, necessariamente, por um esquema de trabalho psicológico com os atletas.
Por isso, o treinador vai solicitar ao psiquiatra Roberto Shiniashiki, responsável pela preparação mental da delegação brasileira que vai à Sydney, um trabalho específico para seu time. Vamos dar uma atenção especial a esse lado, informou Lattari.
Nem mesmo o terceiro lugar conquistado na Holanda serviu para encobrir alguns problemas na seleção. Precisamos controlar melhor nossa ansiedade, observou Lattari. Para o treinador, os altos e baixos apresentados pelo time foram, de certa forma, positivos para o trabalho visando a Olimpíada. Segundo ele, se o Brasil tivesse jogado melhor, muitos defeitos acabariam passando despercebidos.
A falta de confiança é apontada como um dos problemas da equipe. Para resolvê-lo, Lattari vai dar mais atenção aos fundamentos durante os treinos. A idéia é melhorar o desempenho e, consequentemente, a auto-estima dos jogadores.
Apesar da preocupação com o aspecto emocional dos jogadores, o treinador mostrou-se otimista com a participação da seleção na Olimpíada. Ele concorda que seu time é, entre os que estarão em Sydney, o que tem maior potencial de evolução. A chegada de Giovane e Tande, que retornam às quadras, e a volta de Giba, que se recupera de uma contusão na região pélvica, animam Radamés Lattari.


