Seleção busca o segundo título do ano
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domingo, 21 de dezembro de 1997
Das agências 
France PresseCom moralO atacante Romário, autor de um dos gols na vitória sobre a República Tcheca e artilheiro do Brasil na competição, firma-se no time para a Copa da França Brasil e Austrália, que empataram em 0 a 0 na fase de classificação, fazem hoje, às 21 horas (16 horas de Brasília), no Estádio Rei Fahd, a final da Copa das Confederações, com amplo favoritismo para os tetracampeões mundiais. Mas os australianos, que eliminaram os uruguaios nas semifinais, prometem surpreender novamente os brasileiros. Na preliminar, às 17h50 (12h50 de Brasília), Uruguai e República Tcheca decidirão o terceiro lugar.
A Seleção Brasileira, mesmo sem ter empolgado na Copa das Confederações, chegou com facilidade à final e em condições normais conquistará o título, fechando com chave de ouro a temporada deste ano, na qual foi campeã da Copa América na Bolívia. A equipe de Zagallo também a apontada como a maior favorita ao título mundial na França. Mas se conquistar a Copa das Confederações, a Seleção Brasileira ficará de moral ainda mais elevado para tentar o penta.
Zagallo aproveitou a Copa das Confederações para fazer um laboratório de experiências, para retornar ao Brasil com a base definida para a Copa do Mundo. Ele pretende manter a equipe que venceu a República Tcheca, mas depende da recuperação de Júnior Baiano e Flávio Conceição, que se lesionaram no tornozelo direito e no pé esquerdo, respectivamente. Estão de sobreavivo Gonçalves e César Sampaio. Denílson também tem chance de ser escalado de início, entrando no lugar de Leonardo.
France PresseO adversárioA Austrália empatou com o Brasil e, na semifinal, venceu o Uruguai
A Austrália, eliminada de forma surpreendente pelo Irã da Copa do Mundo na França, recuperou-se na Copa das Confederações e chegou com méritos à final, depois de ter desclassificado o favorito Uruguai. Empatou em 0 a 0 no tempo normal e depois venceu por 1 a 0 na prorrogação com morte súbita, com um gol de Kewell, aos dois minutos. Os australianos, que na fase se classificação jogaram retrancados e conseguiram empatar em 0 a 0 com os brasileiros, tentarão repetir a dose. Com um novo empate diante dos tetracampeões mundiais, levarão a partida para a prorrogação. Isso já contentará seu treinador Terry Venables.
Blitz religiosaA polícia religiosa da Arábia Saudita atrapalhou a festa da seleção, que comemorava os 2 a 0 contra os tchecos, sexta-feira, em Riad. Conhecida como matawwa, a polícia religiosa, cujo nome oficial é Comitê para Propagação da Virtude e Prevenção do Vício, fez uma batida no hotel da Seleção para investigar os hábitos dos jogadores. De acordo com os matawwa, a blitz foi decidida depois que jornais locais publicaram fotos da feijoada oferecida à Seleção na casa do embaixador brasileiro.
Como as mulheres que participaram do almoço não tinham o rosto coberto e o consumo de bebida alcoólica foi permitido, a polícia religiosa quis verificar se a Seleção não estaria incentivando tais hábitos, não aceitos pelo islamismo, no hotel em que está concentrada. No momento em que os matawwa fizeram a blitz, o técnico Zagallo e outros membros da comissão técnica não estavam no hotel. Após muita confusão, os jogadores só se livraram do interrogatório da polícia religiosa graças à interferência da embaixada do Brasil e da organização do torneio.
FICHA TÉCNICA
Brasil
Dida; Cafu, Júnior Baiano (Gonçalves), Aldair e Roberto Carlos; Dunga, Flávio Conceição (César Sampaio), Leonardo (Denílson) e Juninho; Ronaldinho e Romário. Técnico: Zagallo


