Seleção brasileira retorna a Belém sem muita evolução
Após um ano sem Neymar, Brasil teve muitos mudanças - inclusive de comando técnico - e poucas soluções encontradas
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terça-feira, 12 de novembro de 2024
Após um ano sem Neymar, Brasil teve muitos mudanças - inclusive de comando técnico - e poucas soluções encontradas
Lucas Musetti Perazolli - UOL/Folhapress 

Belém - A seleção brasileira volta para Belém após pouco mais de um ano sem Neymar e à procura de um símbolo para ter esperança no hexa em 2026.
A seleção iniciou as Eliminatórias em Belém, há 13 meses, e não mostrou muita evolução desde então. Foram muitas mudanças e poucas soluções encontradas.
Naquele momento, iniciava-se o trabalho de Fernando Diniz na CBF e a boa relação com Neymar seria um trunfo por dias melhores na amarelinha. Não foi o que ocorreu na prática.
O Brasil venceu a fraca Bolívia por 5 a 1, Neymar marcou duas vezes e ultrapassou Pelé na artilharia geral da seleção. A noite foi de homenagens e boa expectativa pelo Dinizismo.
A seleção ganhou do Peru jogando mal, depois teve três derrotas e um empate antes de Diniz sair e de Neymar sofrer grave lesão no joelho. Tudo teria de recomeçar.
Dorival Júnior assumiu e ainda não embalou. O time oscila após ser eliminado nas quartas de final da Copa América e ainda busca protagonistas sem Neymar.
Vini Jr, craque do Real Madrid, não joga assim na seleção. Rodrygo agora está lesionado, Raphinha, Savinho e Estêvão surgem como expoentes enquanto Endrick nem convocado foi. Nenhum deles "chamou a responsa" de fato.
Mesmo nesse cenário, Dorival optou por não convocar Neymar, que está recuperado após uma longa recuperação, mas só atuou em duas partidas. Mais uma chance para os coadjuvantes saltarem um degrau.
A tendência é que o ataque do Brasil tenha Raphinha, Savinho, Vini Jr e Igor Jesus. Luiz Henrique corre por fora na briga por posição com Savinho.
VAGA EM DISPUTA
A seleção tem uma vaga a ser preenchida em seu ataque para enfrentar a Venezuela nesta quinta-feira (14), em Maturín, pela 11ª rodada das Eliminatórias.
Sem o lesionado Rodrygo, o Brasil vai mexer novamente no ataque. Savinho e Luiz Henrique estão de olho.
A tendência é que Raphinha, Vini Jr. e Igor Jesus sejam titulares. Há ainda uma lacuna.
Raphinha deve ser o armador, enquanto Vini, apesar de mal na seleção, é considerado titular de Dorival. Igor Jesus também se firmou e nenhum outro centroavante foi convocado.
Savinho larga na frente, mas Luiz Henrique vive ótimo momento no Botafogo e também na seleção. Pela amarelinha, o botafoguense marcou contra Chile e Peru de forma consecutiva.
Dorival deve armar o time titular a partir desta terça-feira, em mais um treino no Mangueirão. A definição ficará para a véspera, na quarta. O Brasil enfrentará depois o Uruguai na terça-feira (19), às 21h45, em Salvador.
E AS OUTRAS POSIÇÕES?
A defesa deve ter Ederson, Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana (Abner). Arana, titular antes de lesão muscular, é o mais cotado. Abner é reserva no Lyon.
A dupla de volantes tem uma dúvida entre André e Bruno Guimarães. É mais provável que Bruno atue ao lado de Gerson.
O provável Brasil contra a Venezuela: Ederson, Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana (Abner); Bruno Guimarães (André), Gerson e Raphinha; Savinho (Luiz Henrique), Vini Jr. e Igor Jesus.


