Seleção Brasileira procura um líder
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quarta-feira, 18 de julho de 2001
Agência Estado De Cáli 
Resultados à parte, uma coisa que ainda preocupa a comissão técnica da seleção brasileira é a falta de um líder nato. Quando achava que tinha encontrado o homem certo e confiou a função ao volante Mauro Silva, o técnico Luiz Felipe Scolari sofreu a maior decepção desde que assumiu o cargo. O jogador, alegando medo de ir à Colômbia, refugou já no aeroporto. A Cali, cidade onde os brasileiros estão sediados na Copa América, chegaram apenas suas malas.
Como o trabalho de um líder não pode ser ensinado, pois trata-se de um comportamento natural da pessoa, a comissão técnica aguarda com paciência o surgimento espontâneo de alguém que demonstre o tal espírito de liderança. Não podemos escolher um atleta e chegar para ele falando ei! de hoje em diante você é o líder do grupo , afirmou uma pessoa ligada à cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Mas se o pensamento popular que diz que um líder dificilmente surge nos momentos bons, mas sim diante das dificuldades, os mais cotados são, coincidentemente, os dois goleiros: Marcos e Dida. Pelo menos eles são os que mais falam com os companheiros, dentro do campo e, sobretudo, fora dele, afirmou o dirigente. E isso é uma das características básicas de um atleta cotado para essa função.
De fato, a reunião fechada entre os jogadores e alguns integrantes da comissão técnica, realizada depois da derrota para o México na primeira rodada, foi uma sugestão de Dida.
Uma das razões apontadas para que a equipe ainda não conte com uma liderança é a presença de muitos jogadores jovens no elenco. Eles estão naquela fase de se familiarizar com o ambiente. Além disso, os mais experientes, como o Roque Júnior e o Emerson, são pessoas naturalmente caladas, explicou o cartola.
Pelé - O futebol comemorou ontem mais uma data recordada com saudade: os 30 anos da última apresentação de Pelé pela seleção brasileira. A despedida foi em uma histórica partida contra a Iugoslávia. O jogo terminou 0 a 0, mas o Estádio do Maracanã viveu um de seus dias mais emocionantes. O maior jogador de todos os tempos, aos 30 anos, encerrava uma carreira vitoriosa de 14 anos e três títulos mundiais.
O momento de maior emoção daquele jogo memorável foi a volta olímpica, durante a qual os gritos de fica!de um Maracanã lotado abafaram a execução da Valsa do Adeus nos alto-falantes. Antes mesmo do jogo, os companheiros de seleção já previam: não apareceria ninguém como Pelé.


