San Juan, Porto Rico, 13 (AE) - Com dez equipes disputando as duas únicas vagas que o continente terá na Olímpiada de Sydney, em 2000, começa amanhã (14) o Campeonato Pré-Olímpico de Basquete Masculino das Américas. A seleção brasileira, que enfrenta a dificuldade de passar por um período de renovação, terá um enorme desafio para garantir a sua 14.ª participação nos Jogos Olímpicos em um torneio que, teoricamente, já tem o dono de uma das vagas olímpicas: os Estados Unidos, que estréiam quinta-feira, jogando com um time formado por profissionais da NBA.
O Brasil enfrenta a República Dominicana na rodada de amanhã, às 23h15 (horário de Brasília), no ginásio Coliseu Roberto Clemente. A Globosat/SporTV vai mostrar a partida pelo canal local. A primeira rodada ainda terá mais quatro jogos amanhã. A fase de classificação segue até domingo.
No Pré-Olímpico de Neuquén, em 1995, na última vez que as equipes jogaram em uma competição oficial, a República Dominicana venceu o Brasil por 100 a 98 (mas terminou em 7.º lugar, ficando fora da Olimpíada de Atlanta, em 1996). Nos três amistosos disputados no ano passado, o Brasil venceu dois e perdeu um.
O técnico Hélio Rubens Garcia, do Brasil, disse que a seleção vem crescendo desde o título do Sul-Americano, disputado em junho. "Temos esperança de iniciar o torneio com um resultado positivo", afirmou.
"Estamos conscientes das dificuldades e vamos procurar superá-las." O técnico referiu-se a briga que pelo menos metade das dez equipes, as que têm melhores condições técnicas, estarão travando por uma única vaga olímpica.
"Se uma vaga já é dos Estados Unidos, a outra ainda não tem dono", ressaltou. "Vamos precisar de equilíbrio emocional e disciplina tática para aplicar nosso sistema de jogo", acrescentou Hélio Rubens, que hoje dirigiu um coletivo, de trinta minutos, contra a seleção de Angola (o Brasil venceu por 49 a 24).
Estrelas - O ala Felipe Lopez, que atua na NBA - pelo Vancouver Grizzlies - com um seguro de US$ 28 mil (pago meio a meio pela federação dominicana e pela liga norte-americana), é o principal destaque dos dominicanos. Embora tenha estrelas, como Felipe Lopez, a seleção não está treinada, o que pode comprometer o jogo de conjunto.
"Infelizmente nossa preparação foi prejudicada porque a maioria dos jogadores estavam disputando as ligas dos Estados Unidos e de Porto Rico", explicou o técnico Miguel Cruceta. "Mas estou otimista porque confio no potencial dos jogadores que estão aqui." O técnico dominicano ainda terá Mark Jackson, que também joga na NBA, no Indiana Pacers. O jogador teve permissão da liga norte-americana para defender a sua seleção no Pré-Olímpico das Américas, mas não chegará a tempo de enfrentar o Brasil. Só deverá jogar no domingo.
O ala Vanderlei, titular do Brasil, que ainda deve ter Demétrius, Rogério, Josuel e Sandro Varejão, observou que o técnico Hélio Rubens quer os jogadores brasileiros controlando a ansiedade provocada pela estréia. Considera uma vitória na primeira rodada fundamental para dar ânimo a luta da seleção. "A República Dominicana é forte individualmente, mas possui falhas no coletivo", observou. "Temos de tirar proveito disso."

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