Arequipa, Peru - A NBA é o antídoto para toda a confusão que marca a partida de hoje entre Brasil e Paraguai, às 21h45 (de Brasília). Ela será a última da primeira fase da Copa América, em Arequipa. Em meio à greve geral no país contra o governo marcada também para esta quarta-feira, uma crise nas companhias aéreas e entrada de reservas no time, Carlos Alberto Parreira apelará outra vez para o esporte nacional norte-americano na busca da terceira vitória consecutiva. É o melhor basquete do mundo auxiliando o País do melhor futebol na luta para garantir a liderança do grupo C do sul-americano de seleções.
''Não adianta insistir. Não vou falar quem vai jogar. Vou fazer duas ou três substituições. Quero analisar com calma a rodada da noite de hoje (terça). Só então chegarei a uma conclusão'', resumia enigmático Parreira ontem após o treinamento da tarde.
''Não importa quem entre no time. Nossa jogada de bola área na área adversária que o Parreira tirou da NBA é fatal. Nos dois primeiros jogos marcamos dois gols. Eu nunca tinha feito nada parecido. Nós ficamos em uma linha reta e cada um corre para uma direção quando o Alex bate na bola. Ele age como se fosse o armador e nós os outros quatro jogadores de basquete. Fica quase impossível nos parar durante os noventa minutos. Vou levar essa novidade para o Benfica'', confidencia Luizão.
Os gols de Luís Fabiano e Adriano contra o Chile e a Costa Rica nasceram nos vídeos que Parreira passou no hotel Libertador desde que chegou ao Peru. ''Quando você tem pouco tempo para trabalhar e tem uma equipe desentrosada, a bola aérea é a melhor solução a curto prazo'', diz Parreira.
O treinador logo escolheu Alex como 'armador' do time. ''Não chegamos a usar os triângulos invertidos do Phil Jackson (tática que consagrou o técnico no Chicago e no Lakers), mas a nossa movimentação na área é o que existe de mais moderno no futebol. Eu tenho três pontos que coloco a bola. Conforme o meu instinto e os zagueiros adversários que estão perto dos jogadores brasileiros'', confirma Alex.
Parreira fez questão de fazer mistério sobre quem entra na equipe. O primeiro motivo é o cartão amarelo. ''Por mim, o Júlio César não jogaria de jeito nenhum. Se tomar outro cartão fica de fora da próxima partida que é eliminatória. Se o Parreira me ouvir, coloca o Fábio'', antecipa Wendell. Juan também corre o risco de perder a vaga para Cris pelo mesmo motivo.
A segunda razão que levará o técnico brasileiro a mudar a equipe diante da seleção olímpica paraguaia será o fato de desejar observar jogadores. Maicon e Ricardo Oliveira são os mais cotados para atuar no lugar de Mancini e Luís Fabiano. Diego também tem chance de começar jogando.
''Eu não sou de fazer mistério. Só que as variações são grandes na minha cabeça. Estou entre o entrosamento e as observações. Tenho de fazer os dois tendo em vista o desejo de terminar líder do grupo. Independente de quem entrar no campo, nosso time será ofensivo'', garante Parreira.


EM AREQUIPA


Brasil

Júlio César; Maicon, Cris, Luisão e Gustavo Nery; Renato, Júlio Baptista, Kleberson e Alex (Edu); Luis Fabiano e Adriano. Técnico: Carlos Alberto Parreira

PARAGUAI

D. Barreto; González, Benítez, Gamarra e Cristaldo; Dos Santos, E. Barreto, Paredes e Torres; Figueredo (Villalba) e Haedo. Técnico: Carlos Jara


Árbitro: Gilberto Hidalgo (Peru)
Estádio: da Universidade San Augustín
Horário: 21h45 (de Brasília)

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