San Cristóbal - Há partidas que assumem, em poucas jogadas, contornos de anticlímax. O duelo do Brasil com a Venezuela, disputado na tarde de ontem, em San Cristóbal, encaixou-se à perfeição nessa categoria. Durante a semana de treinos em Teresópolis (RJ), em vários momentos se falou na derrota de 2 a 0 que o time de Dunga havia sofrido, em junho, para a simpática equipe venezuelana. Aquele resultado, em amistoso nos Estados Unidos, servia de alerta ou de prenúncio de que o raio pudesse cair pela segunda vez na mesma cabeça. Medo que virou fumaça em menos de vinte minutos, com os gols de Kaká, Robinho e Adriano. E que descambou para a farra, com a goleada brasileira de 4 a 0, os 16 pontos ganhos e a vice-liderança garantida nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
A goleada na Venezuela levou o Brasil de volta à vice-liderança das Eliminatórias, posição que ocupava antes dessa rodada e que tinha perdido no sábado, com a vitória da Argentina sobre o Uruguai. Agora, brasileiros e argentinos têm os mesmos 16 pontos, mas o time de Dunga tem vantagem no saldo de gols (11 a 7). Enquanto isso, a liderança isolada é do Paraguai, com 20 pontos até agora.
Logo aos 5 minutos, Kaká entrou na área, pelo lado direito, arriscou chute forte, alto, e jogou o goleiro Vega com bola e tudo para dentro do gol: 1 a 0 para o Brasil. A ''casa'' venezuelana ficou de tal forma desarrumada que aos 9 minutos Robinho arriscou de longe, pelo lado esquerdo do ataque do Brasil, e ficou a olhar a viagem da bola até aterrissar no ângulo direito do gol: 2 a 0.
Aos 18 minutos surgiu o terceiro gol do Brasil. A jogada começou com Kaká, no meio do campo, que fez lançamento para Elano. O meia serviu Adriano, que se antecipou à zaga para marcar e encerrar jejum de dois anos com a camisa da seleção. Com a vantagem folgada, o Brasil tirou o pé do acelerador e o projeto de bicho-papão que era a Venezuela foi domado.
No segundo tempo, o goleiro brasileiro ainda apareceu em dois lances, com novas defesas firmes. Julio Cesar foi, assim, um estraga-prazeres para a torcida local, que não pôde festejar sequer um gol venezuelano.
Enquanto isso, a seleção brasileira passou a segunda metade do jogo a passear em campo, com um toque aqui, outro ali, alguma descida mais ou menos pretensiosa. Aos 21 minutos, Robinho fechou a conta: 4 a 0. Saiu chupando dedo de alegria.

EM SAN CRISTÓBAL

Venezuela 0

Vega; Chacón, Rey, Boada e Rojas; Vielma, Vitali (Lucena), Guerra (Moreno) e Vargas (Seija); Maldonado e Arango. Técnico: Cesar Farias.

Brasil 4

Julio Cesar; Maicon, Juan (Thiago Silva), Lúcio e Kléber; Josué (Mancini), Gilberto Silva, Elano e Kaká (Alex); Robinho e Adriano. Técnico: Dunga.

Árbitro: Victor Hugo Rivera (PER)
Estádio: Pueblo Nuevo
Renda e público: não divulgados
Gols: Kaká (5 do 1º), Robinho (9 do 1º e 21 do 2º) e Adriano (18 do 1º)

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