Uma semana depois de o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pedir um time de ‘‘bandidos’’ na partida contra o Uruguai, dia 1º de julho, um grupo de jogadores da Seleção Brasileira foi obrigado a chegar ontem em carros da polícia na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio.
Surpreendidos por um defeito no ônibus que levava parte dos atletas até a concentração, eles tiveram que passar o constrangimento de pegar uma carona em dois carros da Polícia Rodoviária Federal.
O ônibus da seleção enguiçou na subida da serra, a cerca de 5 km da entrada de Teresópolis, após sofrer um problema no motor. Para não deixar os jogadores na estrada, que estava coberta por neblina, os funcionários da CBF aproveitaram os dois carros que faziam a segurança do ônibus.
O grupo era formado pelo lateral Belletti, pelo meia Juninho e pelos atacantes Euller, Elber, Jardel e Geovanni. ‘‘Não teve problema andar no carro da polícia. O duro deve ser ficar lá atrás’’, disse o zagueiro Cris, do Cruzeiro.
O técnico Luiz Felipe Scolari, o coordenador técnico Antônio Lopes, o atacante Romário, o meia Alex, e o volante Fábio Rochemback, que se apresentaram em outro ponto do Rio, não passaram pelo sufoco dos companheiros. Eles foram até Teresópolis em uma van da CBF.
Esta foi a segunda vez que o ‘‘sucatão’’, como é chamado o ônibus da CBF, deixou a seleção no meio da estrada. No ano passado, o ônibus enguiçou na descida da serra.
O técnico Luiz Felipe Scolari teve um dia de turista na Granja Comary. Pela primeira vez na concentração da CBF, ele passou a tarde perguntando a funcionários os ‘‘caminhos’’ da granja. Ao deixar o carro que leva os jogadores dos quartos ao campo de treino, ele arrancou gargalhadas dos jornalistas ao indagar se era ali que deveria descer.

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